UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
11/06/2010 - 07h02

Inter prega planejamento, mas corre atrás do 13º treinador em oito anos

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre
  • Fernando Carvalho (foto) e Vitório Piffero trouxeram 12 técnicos desde que assumiram o Internacional

    Fernando Carvalho (foto) e Vitório Piffero trouxeram 12 técnicos desde que assumiram o Internacional

O modelo de administração do Inter tem muitos pontos positivos. Foi pelas mãos da atual diretoria que o clube gaúcho alcançou seus maiores títulos, ultrapassou os 100 mil sócios e virou exemplo no Brasil inteiro. Mas o departamento de futebol procura no mercado o seu décimo terceiro treinador em oito anos. Acabando com a teórica ideia do planejamento de longo prazo no comando da equipe.

A dupla Fernando Carvalho e Vitório Piffero assumiu a direção do Inter em 2002. De lá para cá, a mudança no comando técnico do time é quase anual. O primeiro profissional contratado foi Ivo Wortmann. Sucedido pelo interino Guto Ferreira – que foi campeão gaúcho, Celso Roth e Cláudio Duarte. Foi com este último que a equipe escapou do rebaixamento, na última rodada, diante do Paysandú, em Belém, com vitória de 2 a 0.

TÉCNICOS DO INTERNACIONAL DESDE 2002

Ivo Wortmann, Guto Ferreira, Celso Roth, Cláudio Duarte
2003
Muricy Ramalho
2004
Lori Sandri, Joel Santana, Muricy Ramalho
2005
Muricy Ramalho
2006
Abel Braga
2007
Abel Braga, Alexandre Gallo, Abel Braga
2008
Abel Braga, Tite
2009
Tite, Mário Sérgio
2010
Jorge Fossati

As idas e vindas de Muricy e Abel

“Não gosto de trocar de treinador no meio do trabalho, no Inter damos tempo para a sequência”, disse certa vez o atual vice de futebol, Fernando Carvalho, que ficou como mandatário até 2006. No entanto, as idas e vindas de técnicos no Beira-Rio acontecem com frequência.

Entre 2004 e 2006, uma estabilização com os nomes de Muricy Ramalho e Abel Braga. O primeiro ajudou a forjar o elenco que ganharia a Copa Libertadores sob o comando do segundo. Abel, depois de ganhar o Mundial, regressou a Porto Alegre como um deus e acabou demitido após a eliminação na primeira fase do torneio sul-americano de 2007.

Contratado para dar novo gás ao time, Alexandre Gallo não conseguiu se impor aos jogadores, mas faturou a Recopa Sul-Americana vencendo o Pachuca, do México. Logo depois, saiu para a volta de Abel Braga. O mesmo que, em meados do primeiro semestre de 2008, trocou o Inter pelo Al-Jazira dos Emirados Árabes.

A solução encontrada foi Tite. Campeão gaúcho e da Copa do Brasil com o Grêmio, o treinador encontrou rejeição na torcida e veto inicial da direção. Mas ganhou respaldo e faturou a Sul-Americana daquele ano, com grandes atuações de D’Alessandro, Alex e Nilmar.

Um ‘tampão’ e o uruguaio

Em 2009, a perda da Copa do Brasil para o Corinthians acabou com o ambiente de Tite no estádio Beira-Rio. Ainda com chances de ser campeão, o Inter chamou Mário Sérgio para comandar a equipe nas últimas rodadas. A taça não veio, mas a vaga na Libertadores foi recuperada.

Apostando nos estrangeiros dentro das quatro linhas e no banco de reservas, o clube gaúcho buscou Jorge Fossati e toda sua comissão técnica que haviam faturado títulos com a LDU. Com estilo diferente, o uruguaio insistiu em um esquema que não dava resultados e acabou caindo fora.

Agora, prestes a encerrar o oitavo ano na administração de um clube com altas receitas, a direção vermelha tenta encontrar o seu décimo terceiro treinador para encaminhar o time diante do São Paulo, nas semifinais da Copa Libertadores. Felipão descartou trabalhar do lado vermelho de Porto Alegre. Adílson Batista estava perto, mas negou o acordo na última hora.

A cúpula colorado terá de encontrar uma solução. O grupo de jogadores se reapresenta no dia 18 e fará inter-temporada em Santa Catarina. A primeira partida do Inter pós-Copa do Mundo é contra o Guarani, no dia 14 de julho.

Compartilhe:

    Placar UOL no iPhone

    Hospedagem: UOL Host