UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
Wagner Carmo/Vipcomm

Nos bastidores do Morumbi, cresce o descontentamento de dirigentes com o treinador

20/07/2010 - 07h00

Jogadores ignoram insatisfação de torcedores e cartolas e apoiam R. Gomes

Carlos Padeiro
Em São Paulo

A oito dias de iniciar embate com o Internacional por uma vaga na decisão da Copa Libertadores, o São Paulo passa por uma situação no mínimo contraditória. Apesar de figurar entre os quatro melhores da América, o time tricolor convive com a insatisfação de torcedores e dirigentes em relação ao trabalho de Ricardo Gomes.

Publicamente, os cartolas não admitem o descontentamento com o chefe da comissão técnica. Entretanto, sequer realizaram uma proposta para renovação de contrato (que acaba agora no meio do ano), prova de que seu futuro está atrelado ao sucesso no torneio continental.

Os jogadores, pelo menos, adotam um discurso de apoio ao treinador. “A pressão não pode ser só em cima do Ricardo, mas sim de todo mundo. Todos nós somos culpados, mas cai sempre nas costas do treinador. O momento é de mostrar a força do grupo e do São Paulo”, opinou o volante Rodrigo Souto.

“A gente sabe que pressão é algo vizinho do São Paulo. Mas somos maduros o suficiente e o nosso grupo está fechado. Nada externo vai entrar aqui e atrapalhar o clima, independentemente dos últimos resultados”, endossou Hernanes.

O capitão Rogério Ceni é um dos principais defensores do treinador. Antes da pausa para a Copa do Mundo, disse que a classificação às semifinais da Libertadores seria importante para dar tempo a Gomes. Na volta das partidas oficiais, porém, o time do Morumbi jogou mal e perdeu para Avaí (2 a 1 em casa) e Vitória (3 a 2 em Salvador).

O tema ganhou força nos bastidores. Antes das vitórias sobre o Cruzeiro, pelas quartas de final, o técnico já convivia com as sombras de Silas e Leonardo. A vaga nas semifinais amenizou o caso. Agora, a má fase no Brasileirão resgatou a pressão. Pessoas influentes na cúpula são-paulina citam Adílson Batista, desempregado justamente porque o Cruzeiro sucumbiu diante do São Paulo em maio, como uma nova opção.

Segundo o Blog do Birner, o presidente Juvenal Juvêncio “tapa os ouvidos para a central de boatos. Os dirigentes, quando questionados sobre a mudança de técnico, respondem com outra pergunta: ‘e quem você colocaria no lugar?’.”

A irritação da torcida ficou evidente no último sábado, após o tropeço diante do Vitória. O nome do técnico virou a expressão mais comentada do mundo no Twitter. A mensagem “Fora Ricardo Gomes” foi bastante copiada pelos adeptos do microblog. “Um mês de treinos para estragar tudo que estava certo e piorar o que já estava horroroso. FORA RICARDO GOMES!”, dizia um deles.

Placar UOL no iPhone

Hospedagem: UOL Host