UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
20/07/2010 - 19h43

Não há crise no Grêmio e nem razão para "jogar pelo Silas", diz Borges

Marinho Saldanha
Em Porto Alegre

Vir de uma derrota para o Grêmio Prudente, "despistar" a torcida para evitar manifestações, com rendimento abaixo do esperado, técnico ameaçado e direção reunindo o grupo para cobrar empenho,  não são motivos suficientes para o centroavante Borges usar o termo crise para definir a atual condição do Grêmio. Segundo o ex-jogador do São Paulo, há a necessidade de união, mas não há razão para "jogar pelo Silas".

"Não temos que jogar por uma pessoa, não jogamos pelo Silas, mas sim pelo grupo. Não estamos em momento de crise, de maneira alguma. Só os resultados não estão acontecendo, mas podemos reverter isso", disse o atacante em entrevista coletiva.

A conversa entre comissão técnica e grupo de jogadores, que antecedeu o treinamento desta quarta-feira, é algo corriqueiro, segundo Borges. Para ele, sempre é necessário conversar, mas o conteúdo do diálogo é confidencial.

"A conversa existe sempre, não só quando se está ganhando, mas quando não se consegue o resultado também. A cobrança é muito interna, não temos que expor. Já diz o ditado: roupa suja se lava em casa", comentou o ex-são-paulino.

"Ninguém disse que o Silas vai sair caso a vitória não ocorra. Não podemos comentar sobre uma hipótese, não é concreto", acrescentou. "O Silas é um cara que os atletas têm diálogo aberto. Vinha dando tudo certo, mas estamos passando por um momento de dificuldade. Infelizmente não estamos jogando como podemos, mas vamos reverter isso. A cobrança não pode ser individualizada. Todos tem a consciência que precisamos melhorar. Precisamos do equilíbrio e de personalidade para reverter isso", completou.

Para melhorar a situação atual, o Grêmio entra em campo na quarta-feira, às 21h50, contra o Vasco, no Olímpico. Douglas, Rodrigo e Edílson estão suspensos. Fernando, Maylson e Ozeia serão os escolhidos para atuar.
 

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