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Rubens Cavallari/Folha Imagem

Santos venceu os três jogos em 2010 e tenta manter São Paulo como freguês do ano

24/07/2010 - 07h04

Em clássico atípico, Santos defende hegemonia do ano contra o São Paulo

Carlos Padeiro e João Henrique Marques
Em São Paulo e Santos

O sucesso do Santos frente ao São Paulo na temporada será colocado à prova neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um confronto incomum. As equipes chegam para a disputa com o objetivo de evitar o aumento de uma crise às vésperas de decisões, e a tendência é por um confronto entre titulares alvinegros e reservas tricolores.

Pelo lado santista, a intenção de Dorival Júnior é poupar a menor quantidade de jogadores possíveis, apesar de na quarta-feira ter pela frente o Vitória, na primeira final da Copa do Brasil. O treinador relacionou todos os jogadores disponíveis, mas garantiu apenas as presenças de Durval e Paulo Henrique Ganso. Já Ricardo Gomes não modificou o planejamento após os resultados ruins e mandará a campo nove reservas, por conta das semifinais da Libertadores contra o Inter, confronto que também terá início no meio da próxima semana.

A maneira diferente de projetar a escalação aumenta a responsabilidade santista no clássico. O favoritismo inicial já existia devido ao histórico do clube frente ao rival no ano. Em três partidas disputadas, todas válidas pelo Campeonato Paulista, o alvinegro venceu todos os confrontos.

O primeiro duelo foi especial e marcou a reestreia de Robinho. O camisa 7 entrou durante o segundo tempo e marcou o gol da vitória por 2 a 1, na Arena Barueri, dia 8 de fevereiro.

Os outros dois jogos foram válidos pela semifinal da competição estadual. No primeiro, dia 11 de abril, no Morumbi, o Santos ganhou por 3 a 2. Na partida de volta, na Vila, o triunfo foi mais tranquilo: 3 a 0.

Apesar do retrospecto e da provável titularidade, Dorival busca tirar a condição de favorito de sua equipe. O treinador adota o discurso das tradições dos rivais para defender a imprevisibilidade do clássico.

“Independentemente de quem estiver em campo, serão as camisas de Santos e São Paulo. Não meço a qualidade dos clubes pelos jogadores, e se fizerem isso não estarei preocupado”, destacou Dorival.

Já o São Paulo, que viveu uma semana turbulenta, acumula fracassos em clássicos na temporada não só diante do Santos. Além das três derrotas para o algoz da Baixada, perdeu para Corinthians e Palmeiras no Paulistão. Ganhou apenas do time alviverde no Brasileiro.

A pressão por resultados positivos, depois de duas derrotas e um empate, não fez Ricardo Gomes mudar seus planos. A prioridade é a Libertadores e apenas Rogério e mais um titular (Cleber Santana ou Jean) serão utilizados desde o início da partida.

"Se perder vai continuar a encheção de saco? Mas e daí, não vou mudar uma logica. Não é por causa da pressão grande que vou colocar em risco uma coisa planejada há meses. Isso não vou fazer. Teimosia não vai dar certo", argumentou o comandante.

Além da superioridade no ano, o Santos também defende o bom retrospecto frente o rival na Vila Belmiro. Nas 85 vezes em que se enfrentaram no estádio foram 40 vitórias santistas, 18 empates e 27 trunfos do São Paulo. Em confrontos válidos pelo Brasileirão, a vantagem também é do alvinegro. Dos 17 confrontos na Vila, o Santos venceu oito, empatou três e perdeu seis.

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