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AFP

Explosivo, Adilson é visto como um técnico que prima pela organização do time

26/07/2010 - 07h00

Sereno, Mano exalta Adilson, mas aconselha sucessor a controlar o emocional

Bruno Thadeu
Em São Paulo

Mano Menezes considera antiético dar palpites ao novo treinador do Corinthians, mas deixa escapar dois ensinamentos. Para dirigir o clube e lidar com a Fiel é ncessário competência e controle emocional. O novo técnico da seleção aponta várias virtudes em Adilson Batista, mas faz um conselho: o sucessor precisa ser mais sereno.

ERA ADILSON BATISTA NO CORINTHIANS

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    Adilson levou o Cruzeiro à final da Libertadores de 2009. Ele era a primeira opção do Corinthians

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    O treinador se apresenta no Corinthians na terça. Palmeiras será seu desafio inicial, dia 1ª de agosto

Pelo menos no quesito “comportamento”, Mano e Adilson são díspares. Mano demonstra enorme frieza, apresentando o mesmo semblante seja nas goleadas ou nas eliminações catastróficas.

Já Adilson faz o perfil “povão”. Grita durante os 90 min, xinga árbitro, deixa o campo extenuado tamanha a movimentação pela lateral. É comum ele conceder entrevista coletiva após os jogos completamente rouco.

“Fiz o melhor que pude para deixar ao Adilson, uma pessoa extremamente competente, relativamente jovem e que fez bons trabalhos em outros clubes. Talvez não tenha toda calma que eu tenho, mas vai adquirir porque precisará disso. Mas o que mais importa é a competência que ele tem em campo”, exaltou Mano.

No Cruzeiro, Adilson evidenciou seu estilo “maluco beleza”. Eufórico com o gol feito nos acréscimos pelo time mineiro (êxito sobre o Santo André, 3 a 2, em 2009), ele deu uma voadora em uma placa de publicidade do Mineirão.

Estilos à parte, Adilson era o nome que mais agradava à diretoria corintiana. Visto no clube paulista como um técnico que prima pela montagem de times ofensivos e com boa relação com os jogadores, o treinador levou o Cruzeiro à final da Libertadores de 2009, perdendo para os Estudiantes, da Argentina.

Com data marcada para a estreia no Corinthians, 1º de agosto, no clássico contra o Palmeiras, Adilson acredita ter filosofia semelhante à de Mano.

"O Mano é uma pessoa agradável. Nós temos uma filosofia parecida, esquema parecido. Fico contente com a indicação de um profissional como o Mano", declarou Adilson em entrevista à rádio Globo.
 

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