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Roth acumula nono clássico sem vitória, mas mantém invencibilidade no Inter

01/08/2010 - 18h08

Aplaudido por torcida e ex-jogadores, Celso Roth segue sem vencer Gre-Nal

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

Celso Roth voltou ao Inter, está em vantagem na semifinal da Copa Libertadores, mas segue sem vencer Gre-Nais. O empate deste domingo, no estádio Beira-Rio, deixa o treinador de 52 anos há nove clássicos de sua última vitória, obtida com o Grêmio, em 2000, na casa do rival. Ao todo, com vinte clássicos no currículo, Celso Roth acumula sete derrotas, sete empates e seis vitórias. Nos últimos confrontos, pelo lado do Grêmio, o técnico acumulou três derrotas seguidas que culminaram com sua demissão, em abril do ano passado.

Roth nos braços do povo

  • Neco Varella/Freelancer

    Inter e Grêmio fizeram um jogo de muita marcação e defesas superiores aos ataques. Renan, com duas grandes defesas, salvou o time de Celso Roth. O Gre-Nal terminou em 0 a 0 e manteve o Grêmio na zona do rebaixamento. O Inter segue no G4 e agora volta suas forças para a semifinal da Libertadores.

Recebido com festa pela torcida e com carinho por ex-comandados do Grêmio, Celso Roth voltou ao seu velho perfil na beira do campo. O treinador calmo e político gesticulou, reclamou e surpreendeu ao usar um 3-5-2 jamais testado em sua terceira passagem pelo Beira-Rio.

Das arquibancadas o coro era de “Fica, Celso Roth”. Os colorados, que em 2009 ironizavam, mostraram apoio ao seu segundo técnico do ano repetindo a frase perante os gremistas, que respondiam com palmas jocosas. Dentro de campo, Victor, Fábio Santos, William Magrão e Souza foram abraçar o ex-comandante. “Nós tivemos momentos muito marcantes no Grêmio com esses jogadores. É sempre uma satisfação. Às vezes é melhor do que um título receber isso”, disse o treinador.

O maior clássico do Rio Grande do Sul parece ter poderes maiores sobre Celso Roth, que estava exaltado desde o primeiro minuto. Braços abertos em reclamação quase a todo minuto. Cobrança em cima de seus jogadores, especialmente Giuliano e Rafael Sóbis.

Roth surpreendeu na escalação de sua equipe. Deixou no ar o pouco uso de titulares – pensando na segunda partida da semifinal da Copa Libertadores, mas mandou a campo cinco atletas do time considerado ideal. Renan, Bolívar, Índio, Sandro e Guiñazu.

Desespero e esquema inédito

Quase no final do primeiro tempo, Celso Roth roubou a cena reclamando com muita veemência o árbitro Sálvio Spinola depois de entrada dura de Jonas. De quebra, o treinador bateu boca com o atacante do Grêmio.

Depois de 21 minutos de intervalo, Roth tirou Índio e colocou Fabiano Eller. “Mudamos um pouquinho a forma de marcar”, comentou o técnico. O câmbio colocou em prática uma formação que em nenhum momento foi trabalhada por Celso Roth com o grupo de jogadores: o 3-5-2.

Algumas situações parecem que jamais mudarão para Roth. Aos 21 minutos o Beira-Rio inteiro clamou por Taison. O técnico, então, atendeu e mudou sua terceira mexida, que seria o volante Derley.

Por fim, confrontando o Grêmio pela sexta vez, Celso Roth acumula treze pontos à frente do Inter no Campeonato Brasileiro. Com a vitória diante do São Paulo, chega ao sexto jogo de invencibilidade no Beira-Rio.
 

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