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Robson Ventura/Folhapress

Técnico Luiz Felipe Scolari gesticula no duelo entre Palmeiras e Atlético-PR

15/08/2010 - 07h00

Ainda envergonhado com posição na tabela, Felipão pede mais vibração da torcida

Renan Prates
Em São Paulo

O técnico Luiz Felipe Scolari continua com a sua ‘cruzada psicológica’ no Palmeiras. Depois de contratar os serviços da profissional na área Regina Brandão e pedir mais ‘sangue palmeirense’ para os seus jogadores, Felipão agora foca as suas atenções na torcida do time alviverde.

“Espero que esse espírito e sangue diferentes também passem para a torcida, que não participou do jogo, não pressionou o árbitro”, reclamou o treinador, que usou exemplos de outros times como comparação.

“Quando vamos jogar fora, os gandulas não dão bola. Nós aqui no Palmeiras precisamos fazer a mesma coisa: respeitar sim, mas pressionar”, disse Felipão. “Nunca vi italiano que não grite! Nossa torcida não é assim”.

Para os pouco mais de 10 mil torcedores que compareceram ao estádio do Pacaembu ficou apenas um elogio: a mudança de comportamento na hora da execução do hino nacional, algo que Felipão havia reclamado na última sexta-feira – disse que estava sendo desrespeitoso.

Também na última coletiva de imprensa na Academia de Futebol do Palmeiras o treinador havia dito que não havia voltado para o Brasil para passar vergonha. Neste sábado, Felipão reiterou que ainda está envergonhado mesmo com a vitória.

“Continuo sim. Estou em nono ou décimo. Não é uma posição que o Palmeiras mereça e nem a que eu quero. Tenho de brigar sempre entre os primeiros ou por uma vaga na Libertadores”, declarou o técnico palmeirense.

“Naturalmente continuamos envergonhados. Não é porque ganhamos hoje [sábado] que passo a ficar com a situação tranquila, da mesma forma que não me desespero quando perco. Mas hoje tinha de mudar alguma coisa”.

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