UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
19/08/2010 - 13h26

Goiás deve salário e premiações a atletas, além de não pagar dois anos de impostos

Thales Calipo
Em São Paulo
  • Atual presidente do Goiás Syd de Oliveira Reis

    Atual presidente do Goiás Syd de Oliveira Reis

O racha político no Goiás tem influenciado diretamente na saúde financeira do clube. Com o veto do Conselho Deliberativo à negociação do zagueiro Rafael Tolói, o presidente Syd de Oliveira Reis perdeu a oportunidade de conseguir cerca de R$ 4,5 milhões, dinheiro que poderia ser usado para sanar dívidas fiscais e também de salários.

Segundo o UOL Esporte apurou, os salários de julho dos jogadores, além de 14 bichos (inclusive o da classificação da Copa Sul-Americana) ainda não foram pagos pela diretoria, e não há previsão para que a situação seja regularizada. Além disso, o Goiás também deve impostos de 2009 e 2010, dívida esta que pode ultrapassar os R$ 20 milhões.

“Nós estamos devendo os impostos de 2009 e 2010, mas o valor é um assunto interno e que consta nos balancetes”, confirmou o presidente do Goiás.

O dirigente, no entanto, não entregou nenhum balanço financeiro referente a 2010, desrespeitando assim o próprio estatuto do Goiás, que exige o envio do balancete a cada três meses aos conselhos deliberativo, fiscal e jurídico do clube.

A inadimplência fiscal, no entanto, não é o único problema de Syd de Oliveira Reis. Sem conseguir pagar o salário dos atletas, além do bônus por vitórias, o dirigente vai ficando cada vez mais isolado no seu posto. O mandatário, por exemplo, não tem mais a confiança do elenco e nem se relaciona mais com os atletas como antes.

O presidente também enfrenta muita resistência dentro do próprio clube. Após revelar os salários do corpo administrativo na reunião do Conselho Deliberativo da última terça-feira, funcionários foram prestar queixa contra o dirigente em uma delegacia e ameaçam entrar em greve.

Syd de Oliveira Reis também demitiu ou, em outros casos, rebaixou funcionários que poderiam ser ligados à antiga gestão. Os cortes atingiram, por exemplo, Louvanor, um dos maiores ídolos do Goiás, e que foi despedido sem grandes explicações do cargo que ocupava junto ao futebol do clube.

Diante das suas atitudes, o dirigente tem enfrentado dificuldades para administrar o Goiás, já que o Conselho Deliberativo precisa ratificar suas principais ações, como a negociação de jogadores. No entanto, o presidente do órgão, Hailé Pinheiro, é um dos grandes críticos à gestão de Syd de Oliveira Reis.

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