UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
24/08/2010 - 12h07

Com "república argentina", Cruzeiro quer repetir sucesso de outras épocas

Gustavo Andrade
Em Belo Horizonte
  • Valdir Barbosa (e), que apresentou o volante Prediger, relembra os argentinos Perfumo e Sorín

    Valdir Barbosa (e), que apresentou o volante Prediger, relembra os argentinos Perfumo e Sorín

Com a chegada do volante Prediger, empestado pelo Porto por um ano, o Cruzeiro passa a ter três argentinos no elenco comandado por Cuca. O novo jogador terá a seu lado os compatriotas Ernesto Farías e Montillo. Com “uma república argentina” na Toca da Raposa, o clube celeste espera ganhar em determinação dentro de campo.

A aposta do clube é que o sucesso obtido com argentinos no passado possa ser repetido agora. “O futebol brasileiro, especialmente a forma de jogar do Cruzeiro, quando tem mais argentinos - agora é uma república argentina - a coisa se casa muito bem e a gente espera que esse sucesso de outras épocas retorne agora”, afirmou o gerente de futebol Valdir Barbosa.

“A técnica argentina e o toque de bola têm semelhança com o futebol brasileiro, mas eles têm estilo de maior virilidade. Isso incorporado ao futebol brasileiro talvez tenha sido a chave de nosso sucesso”, acrescentou o dirigente.

Com Ernesto Farias, Montillo e Prediger, o Cruzeiro chega a seis argentinos em sua história. No clube, se tornaram grandes ídolos o zagueiro Roberto Perfumo, que foi campeão mineiro entre 1972 a 1974, além de vice-campeão brasileiro em 1974, e, recentemente, o lateral-esquerdo Juan Pablo Sorín, que teve três passagens pela Toca da Raposa, encerrando sua carreira no clube, com despedida festiva ano passado.

“Tivemos o Perfumo, capitão da equipe na década de 70, que jogou com Tostão e Dirceu Lopes. E, num passado recente, tivemos o Sorín, capitão do Cruzeiro e da seleção argentina, e marcou uma época. Nas seleções eleitas de todos os tempos do Cruzeiro, os dois estiveram entre os titulares”, observou Valdir Barbosa.

Pelo lado dos atletas brasileiros, a demonstração é de apoio à chegada dos “hermanos”. “É uma experiência boa, tanto para nós, quanto para eles também. Tenho certeza que eles vêm para nos ajudar. São jogadores que já tiveram experiência fora e tudo que eles puderam acrescentar para gente vai ser bem bacana”, avaliou o lateral-direito Jonathan.

Já para os jogadores argentinos, a convivência com compatriotas pode ajudar na adaptação a Belo Horizonte e ao futebol brasileiro. “Estou contentíssimo por vir a um equipe tão grande no Brasil e a ajuda dos argentinos será mais fácil a adaptação. Esperamos que saia tudo bem”, observou Prediger.

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