UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
24/08/2010 - 07h19

Cruzeirenses admitem recepção hostil a Adilson em reencontro na 4ª feira

Gustavo Andrade
Em Belo Horizonte
  • Marquinhos Paraná diz que uma boa parte da torcida celeste não gostava do trabalho de Adilson

    Marquinhos Paraná diz que "uma boa parte" da torcida celeste não gostava do trabalho de Adilson

Na quarta-feira, o Cruzeiro voltará a encontrar o técnico Adilson Batista depois de quase três meses do pedido de demissão do treinador que comandou o time celeste por dois anos e meio. Diante do Corinthians, os jogadores prometem cumprimentos ao ex-comandante, mas uma vitória em campo. Já em relação ao comportamento da torcida, os atletas admitem que a recepção pode não ser amigável no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Em sua trajetória no Cruzeiro, Adilson Batista viveu uma relação de amor e ódio com o torcedor cruzeirense. Depois de dizer que atuou como “professor Pardal” diante do Ituiutaba, na semifinal do Campeonato Mineiro de 2008, o treinador passou a receber protestos por parte da torcida em relação às diversas mudanças que promovia na equipe e em função de improvisações de jogadores em outras posições.

Na última temporada, depois de ser vice-campeão da Copa Libertadores, Adilson viveu um “momento de paz” com a torcida do Cruzeiro. No Campeonato Brasileiro, a equipe conseguiu uma série vitoriosa, deixou a zona de rebaixamento e voltou a se classificar para a competição internacional.

O ápice da comunhão entre treinador e torcedores aconteceu na vitória sobre o Santo André, no Mineirão, em que, ao comemorar o gol do triunfo nos minutos finais, ele saltou com os dois pés numa placa de publicidade.

Entretanto, em 2010, o momento de instabilidade voltou a crescer após a queda nas semifinais do Estadual, diante do Ipatinga. Na sequência, o time foi eliminado pelo São Paulo nas quartas de final da Copa Libertadores e a pressão sobre o treinador aumentou. Adilson, então, decidiu deixar o clube no princípio de junho.

Diante das divergências de Adilson Batista com a torcida do Cruzeiro, o volante Marquinhos Paraná admite que, na quarta-feira, o treinador possa ser provocado pelos torcedores da equipe mineira. “Uma boa parte não gostava muito do trabalho do Adilson. Acredito que não vá receber bem, mas isso é com eles, nós jogadores temos que procurar jogar futebol e fazer o que o Cuca pedir para sairmos com a vitória”, afirmou.

Já o lateral-direito Jonathan espera que os torcedores reconheçam o trabalho de Adilson no Cruzeiro. “Espero que seja uma recepção boa, o Adilson fez excelente trabalho no Cruzeiro. Aconteceram algumas coisas que desgastaram bastante o relacionamento dele com o torcedor, e até mesmo com a imprensa”, observou.

“Mas espero que seja bacana, porque, com ele aqui, o Cruzeiro disputou três Libertadores, chegou a uma final. Ele fez bom trabalho aqui, acho que torcida do Cruzeiro deve respeito ao Adilson. Quem sabe um dia ele possa voltar a ser treinador do Cruzeiro”, acrescentou.

Em relação ao comportamento dos atletas, eles prometem cumprimentar o treinador. “Eu vou cumprimentá-lo, pedir para ele mandar um abraço para Ivair, Oscar, Zé Mário (membros da comissão técnica de Adilson no Cruzeiro), gosto muito deles. Mas quando começar o jogo, ele é adversário. A gente precisa emplacar, chegar ao G4, que estamos perdendo oportunidades. Vou desejar boa sorte a ele na vida, mas sempre procurando vencer”, disse Jonathan.

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