UOL Esporte Brasileirão - Série A
 
24/08/2010 - 14h34

Kalil descarta 'bode-expiatório' no Atlético-MG, mas cobra do grupo na 4ª

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte

Embora reafirme que não demitirá o técnico Vanderlei Luxemburgo e diga que não usará “bode-expiatório” para explicar a péssima campanha do Atlético-MG no Campeonato Brasileiro, o presidente do clube mineiro, Alexandre Kalil, se reunirá com o grupo de atletas nesta quarta-feira e cobrará uma explicação sobre a má-fase.

“Eu tenho uma conversa marcada com o grupo do Atlético amanhã (quarta-feira)... Eu quero saber o que está acontecendo, eu sou presidente do Atlético”, disse o dirigente, em entrevista ao programa Bate-Bola, da ESPN Brasil. Kalil poupou Luxemburgo: “Com ele, eu converso todo dia”.

O time mineiro ocupa o 18º lugar (antepenúltimo) e figura entre os quatro da incômoda zona de rebaixamento à Série B. Em 15 rodadas, obteve apenas quatro vitórias, empatou uma vez e sofreu dez derrotas. Foi o que mais perdeu entre os 20 participantes do Brasileirão.

“Nessa hora a gente tem de ter tranquilidade, a não ser que alguém me ajude, me dê a fórmula do que está acontecendo, o que eu aceito de bom grado, mas mandar treinador embora, pegar bode-expiatório, isso não vamos fazer. Vamos conversar, já está agendado e vamos resolver da melhor forma que tem de se resolver”, afirmou.

O dirigente assumiu a responsabilidade pela situação ruim do time no Brasileiro. “É claro que temos de chamar os responsáveis. O presidente é o mais responsável de todos, é o mais culpado de todos, porque foi ele que contratou, ele que trouxe comissão técnica, que trouxe jogador, ele que manda, então é um problema do presidente do Atlético”, ressaltou.

Sem bagunça

Segundo Kalil, a crise do Atlético será resolvida com tranquilidade. “Uma situação complicadíssima que nós temos de resolvê-la, mas de forma tranquila, de forma que não faça bagunça dentro do clube, porque o meu grande medo é que bagunça no futebol a gente paga por muito tempo, quando faz”, disse.

O dirigente disse que não vai tolerar uma possível invasão da torcida à Cidade do Galo, como ocorreu nessa segunda-feira no São Paulo. “Tive uma reunião com as torcidas organizadas antes da minha eleição, e disse para eles que quem recebe torcida no CT é Polícia Militar. Isso não é problema do Atlético, é problema da Polícia Militar, porque eu mandar abrir a porta vai ter de passar por cima de mim, porque abrir a porta do meu CT ninguém abre, não”, afirmou Kalil.

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