O que fez Cleiton Xavier estrear tão bem no Brasileirão de 2016?

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

O meia Cleiton Xavier voltou a ser titular do Palmeiras neste sábado, depois de nove meses, e não decepcionou os mais de 33 mil torcedores que assistiram à vitória do time alviverde por 4 a 0 sobre o Atlético-PR no Allianz Parque. 

Alguns fatores importantes tornaram possível o protagonismo do jogador: o trabalho extra desempenhado nas últimas semanas na Academia de Futebol e em Atibaia, assim como a própria pausa de 19 dias sem jogos do Palmeiras.

Com a eliminação no Paulista, a equipe de Cuca pôde, enfim, avançar nos aspectos físico, técnico e tático. Cleiton Xavier foi um dos grandes beneficiados com a pausa forçada. 

Nas últimas semanas, por exemplo, o meio-campista fez um trabalho de prevenção de lesões antes e depois de atividades, o chamado recovery (circuito de estações para recuperar a musculatura do atleta). 

O meia ainda passou por uma biopsia muscular há alguns meses. A ideia da comissão técnica era conhecer a real condição da musculatura dele, com relação às mudanças de treinamento, alimentação e suplementação. A informação foi divulgada em março pelo médico do clube, Rubens Sampaio.

Logo após a biopsia, entretanto, Cleiton sofreu mais uma lesão muscular (na panturrilha direita, ainda na pré-temporada). Desde então ele voltou a receber atenção especial, com retorno às atividades em etapas cumpridas à risca. 

Ernesto Rodrigues/Folhapress
Cleiton em lance da vitória do Palmeiras

A estratégia deu certo: na estreia do Brasileirão, ele ficou 70 minutos em campo e deu um ritmo que há tempos o meio-campo alviverde não tinha. O camisa 10 participou de três gols marcados pelo Palmeiras no primeiro jogo do campeonato -- o quarto foi marcado no fim da partida, quando o meia já não estava em campo.

Há três semanas, contra o Santos, na semifinal do estadual, Cleiton já havia desempenhado um papel importante ao dar uma assistência a Rafael Marques  e iniciar o lance de outro gol do atacante na Vila. Ou seja, dos últimos seis gols do Palmeiras, cinco passaram pelos pés do meia.

"O Cleiton está com força, ele treinou muito bem essas três semanas. E ainda vai evoluir, pela sequência de jogos, vai pegar um ritmo melhor", avaliou o técnico Cuca após o jogo.


Entrosamento com a equipe

Nos três gols marcados pelo Palmeiras com Cleiton em campo, os jogadores mostraram entrosamento. No primeiro gol, Cleiton conseguiu, mesmo cercado por dois marcadores, lançar Gabriel Jesus, que, com liberdade, cruzou para o gol de Róger Guedes.

O estilo é diferente do desempenhado por Robinho e Dudu no começo do ano, quando ambos atuaram na posição. Cleiton, em vez de carregar a bola, facilita a fluidez do jogo com toques de primeira e visão de jogo.

No segundo gol, o meia contou com a boa leitura de Barrios no lance. O centroavante saiu da área, fez o pivô e abriu espaço para a infiltração de Gabriel Jesus e do próprio Cleiton ao levar os zagueiros para longe da meta.

Cleiton, na jogada, invadiu a área com a bola dominada e deixou Gabriel Jesus livre para apenas empurrar para o gol. Depois, o camisa 10 cobrou escanteio para Thiago Martins fazer o terceiro do Palmeiras -- o time repetiu à exaustão esse movimento nos treinos em Atibaia.

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