Guilherme diz que acesso às organizadas deixa jogadores corintianos tristes

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Novo titular corintiano, o meia-atacante Guilherme admitiu que o acesso a torcedores organizados dado pelo Corinthians, nesta quinta-feira, não soa bem dentro do elenco. Antes do treinamento, um grupo de corintianos se reuniu com um grupo de atletas para fazer cobranças.

"Não é comum, não é normal. Aqui a gente trata como nossa casa, como família. Eu fico mais no clube que praticamente na minha casa. Ter esse tipo de abordagem dentro do nosso lugar sagrado é estranho. Só no futebol isso acontece. A galera fica um pouco triste, porque não é natural. Nosso trabalho é árduo, mas só se reflete em coisas boas quando tem vitória. Já já vamos comemorar com os torcedores que vieram", afirmou Guilherme.

"Isso não influencia negativamente de forma alguma. É uma cobrança normal do torcedor que tem direito a exigir ou cobrar. Os resultados ruins que tivemos foram em função de empates, mas nosso foco, nossa meta, continua", disse Guilherme. "É uma coisa que atrapalha, é uma reconstrução do time. Cobrança tem que existir, mas há limite. O grupo foi totalmente modificado. O time campeão em 2015 teve dificuldades. Não foi construído e vencendo de cara", acrescentou.

Na sequência, Guilherme fez uma crítica geral à cultura que existe no futebol. 

"Tivemos duas eliminações por empate, se não me engano estamos há um mês sem vencer, mas não acredito que jogando mal. Foram circunstâncias que não foram legais, mas não estamos jogando mal. Aqui no Brasil as coisas fluem muito em cima do resultado. Se não ganha não tem raça, determinação, não tem nada a ver. Todos estão tendo. São ajustes, detalhes, às vezes no último passe, no domínio, coisas que tem margem para melhorar. Não dá para confundir as coisas. Quero muito vencer para acalmar os ânimos desses que vieram aí". 

O meia também falou a respeito da volta à equipe e sobre ajustes para que possa convencer na posição que era de Renato Augusto. Guilherme foi sacado por Tite após a partida diante do Audax, pelas semifinais do Paulista, mas volta justamente no lugar de Rodriguinho. 

"Eu quero muito, estou trabalhando demais. A gente tem a máxima do futebol de matar um leão por dia. Eu venho matar dois. Além de tudo, tem a questão do posicionamento. Fizemos alguns ajustes, tentamos avançar um pouco mais sem mudar a ideia de futebol. Nunca joguei de área a área, e acabava com muita obrigação de marcar, tinha dificuldade de atacar. Melhorei muito fisicamente e dentro desse ajustes vou tentar meu melhor", comentou Guilherme. 

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