Com "40% da formação comprometida", Dorival cogita mudanças no Santos

Do UOL, em São Paulo

Dorival Júnior admitiu a superioridade do Internacional na partida contra o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro. A equipe gaúcha controlou as ações e chegou ao gol aos 38 minutos do segundo tempo, com o atacante Aylon. O treinador alvinegro atribuiu o resultado "incontestável" às ausências de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira - os dois primeiros estão com a seleção brasileira, enquanto o veterano se recupera de uma tendinite no joelho.

"Foi um resultado justo. O Internacional foi superior, mereceu o resultado. Não tem o que contestar. [Os desfalques] São uma realidade, já sabíamos que isso iria acontecer. Eles seriam importantes se estivessem aqui. E não estarão por 6 ou 7 rodadas. Precisamos encontrar um caminho jogando. São os jogadores aqui de dentro que vão encontrar esse caminho", analisou.

Segundo o técnico, o Santos não contou neste domingo com 40% do time. Além dos desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira, o zagueiro Gustavo Henrique não pôde atuar em razão da expulsão contra o Figueirense, na última quarta-feira.

"Perder 40% de uma equipe quebra aquela mobilidade que já existia. Quando você tem uma alteração ou duas, elas complementam aquilo que pode faltar durante uma partida. De repente, são quatro jogadores que entram com a responsabilidade de substituir aqueles que vinham jogando", disse.

"Nós vínhamos jogando com a equipe titular no Campeonato Paulista. É difícil reencontrar um caminho com 40% da sua formação comprometida. As equipes vão encontrar estratégias para neutralizar essa troca de passes do Santos. Tivemos dificuldades na transição. Não fizemos com que a bola chegasse com qualidade no nosso ataque. O jogo poderia ter acontecido de outra forma, desde que tivesse esse encaixe", acrescentou.

Dorival não descartou a hipótese de abandonar o estilo de atuação da equipe nas próximas partidas, mas garantiu que pretende dar confiança a alguns jogadores que estão abaixo do esperado.

"Pode ser que tenhamos que abrir mão [da filosofia de troca de passes]. Tivemos um jogo muito difícil no meio da semana [contra o Figueirense]. Podemos repensar uma situação desde que tenhamos tempo. Do contrário, vamos encontrar um caminho dessa forma mesmo. Quando as coisas não dão certo, surge a oportunidade para jogadores crescerem. Eles vão crescer com o andamento dos jogos. Temos que ter paciência. O Santos precisa voltar a fazer bons jogos", finalizou. 

Na quarta-feira, às 21h, o Santos vai a Itaquera para enfrentar o Corinthians.

 

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