Marcelo mistura otimismo e realismo no Galo: "ainda teremos dificuldades"

Enrico Bruno e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

O técnico Marcelo Oliveira foi  bastante franco em sua entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 contra o Fluminense, no Independência. Pelas circunstâncias do campeonato, a igualdade não foi comemorada pelo professor, que ainda vê um futuro com dificuldades para o time enquanto não contar com jogadores que estão lesionados. No momento, o Galo só somou seis dos 15 pontos já disputados, e ainda não venceu com o novo técnico. Por outro lado, o comandante valorizou a entrega e melhora do time alvinegro, apesar de falhas que ainda estão custando a vitória.

"Talvez alguns jogadores tenham lamentado o empate em casa. Apertamos o Fluminense, não tivemos muita organização, mas tivemos boas situações no final. Mas o campeonato é difícil para todos, a base para superar isso é a união, o trabalho e essa entrega que tentamos hoje. Até deu certo no início, tudo que precisávamos era um gol no início, mas infelizmente eles chegaram bem e modificaram tudo. Mas estamos no caminho, vamos passar por um momento mais difícil, mas estamos conscientes que isso vai mudar à medida que formos fortalecendo", comentou o treinador.

Nesta partida contra o Fluminense, Marcelo ganhou a volta de Robinho, mas não conseguiu repetir o miolo de zaga, já que Edcarlos foi vetado. O substituto foi Gabriel, jovem de 21 anos que atuou ao lado de Tiago e agradou o treinador. No decorrer da partida, Marcelo ainda teve que recorrer à juventude para tentar alcançar o triunfo que não veio. Garotos como Pablo e João Figueiredo também receberam as oportunidades. Satisfeito com a parte tática, o treinador puxou a orelha só para o lado técnico. A finalização descalibrada mais uma vez fez falta e o time pecou demais na hora de chutar ao gol.

"Claro que o ideal era a vitória nos últimos dois jogos ou somar pelo menos os três pontos em casa. Produzimos para isso, tivemos volume e chances para isso. Mas qualquer time do mundo que você tira oito, sete titulares, ele vai sentir, é como se tivéssemos refazendo um elenco, tendo que utilizar jogadores mais jovens. Mas não adianta lamentar, o Gabriel entrou e fez seu papel muito bem, agora é trabalhar mais, é possível voltar a pontuar, ter uma posição melhor. Nesse momento é ter a cabeça tranquila, a única coisa que lamento é falta de tempo para treinar. Essa é a única coisa que lamentamos nesse momento", comentou o treinador, que viu sua equipe finalizar por 14 vezes, mas somente quatro de forma certa.

Ainda no primeiro tempo, uma bobeada no meio do campo proporcionou o contra-ataque rápido do Fluminense e o gol de Scarpa, que ainda contou com o desvio em Marcos Rocha para matar o goleiro Victor. Em todo segundo tempo, o time mineiro ainda ficou em cima durante todo o tempo, mas não encontrou forças para superar a meta de Cavalieri.

"Não adianta repetir que temos dez jogadores fora, isso é sabido por todos. Temos que aguardar a volta, os jogadores já estavam atuando juntos. Pode melhorar a desatenção, tivemos jogos que empatamos fora, tivemos muitas chances de gol e desperdiçamos. Não se tem tantas situações como temos, mas temos que ser mais atentos, ter mais efetividade, poder de conclusão. Algumas muito claras, precisamos melhorar isso para ter um poder maior".

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