Tite elogia sistema ofensivo, vê domínio e agradece paciência da torcida

Do UOL, em São Paulo

O Corinthians ficou bem perto de tropeçar no Coritiba dentro de casa neste sábado. O time perdia até os 40 minutos do segundo tempo, mas contou com gols de André e Uendel no fim para virar e vencer por 2 a 1. Apesar do sofrimento, o técnico Tite gostou do que viu dentro de campo.

"Tivemos 20 finalizações, tivemos posse de bola maior e encontramos a linha de passe. Teve um lance em que o Guilherme conseguiu encontrar o André na cara do gol aos 42 minutos do segundo tempo. Tivemos maturidade com a bola no pé, movimentando ela de lado a lado", analisou Tite. 

"Temos cobrado essa precisão na hora de definir essas chances, e ela tem aumentado. Mas também mantivemos a média de uma a cada três finalizações entrarem em jogos dentro de casa. Esse número também é importante", completou.

Não foram só as coisas dentro de campo que agradaram o treinador corintiano. Ele também fez questão de elogiar os torcedores que compareceram ao estádio de Itaquera por entender que houve uma mudança de comportamento ultimamente. 

"Falei há algum tempo que a torcida estava sendo impaciente e falei de coração. É o mesmo coração que agora agradece esses últimos dez jogos. Ela acariciou, inclusive na hora de o André entrar em campo. Obrigado, torcedor", disse. 

O atacante foi alvo de muitas críticas da torcida ultimamente, sobretudo depois do pênalti que perdeu no jogo que decretou a eliminação do Corinthians na Libertadores. Tite chegou a tirá-lo do time titular nas últimas partidas, mas afirmou que não deixou de apoiá-lo e que espera ver um novo tipo de relação entre ele e os torcedores a partir do gol marcado contra o Coritiba.

"Ele é um cara que trabalha sério. Eu não estou aqui para esconder erros de atletas e justificar e fazê-los passar de bonzinhos. Eles têm cobrança, exigência alta. E se trabalha tem o meu respaldo. Se for negligente não terá. E tomara que o André se sinta acolhido, útil, com carinho. A possibilidade de fluir mais natural é grande assim. Tenho 55 anos, ganhei muitos títulos no Corinthians e já saio do natural quando recebo inquietação atrás do banco. Isso mexe comigo. Imagina com o atleta", declarou. 

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