Grêmio usa expulsão de Ramiro como exemplo e quer controlar indignação

A expulsão de Ramiro irritou o Grêmio, pautou o vestiário após o empate com o Fluminense, em Volta Redonda, mas também deixou uma lição. Reclamar no gramado exige uma outra postura. A deixa foi dada por Maicon e acatada pelo camisa 17.

Ramiro levou cartão vermelho ao gesticular e soltar um xingamento depois de dividida entre Edilson e Wellington Silva.

Todo o vestiário do Grêmio tratou as palavras proferidas por Ramiro como normais no futebol. Mas agora a postura terá de ser outra.

"Você tem que saber conversar, se souber conversar eles vão levar o jogo numa boa. Mas se você parar para ver, todos os jogadores de todas as equipes xingam. Não tem como falar 'por favor'", disse Maicon.

Roger Machado, que se mostrou irritado com a atuação do árbitro André Freitas de Castro, também não gostou da reação de Ramiro.

"O Ramiro foi expulso pela indignação maior. A indignação tem que ser com a bola, fazer ela entrar no campo. Claro (que o jogador errou)", afirmou o treinador.

Na súmula da partida, o árbitro André Freitas de Castro relatou o que ouviu de Ramiro.

"Expulsei do campo de jogo, com o cartão vermelho direto, o atleta sr. Ramiro Moschen Benetti, nº 17 (dezessete) da equipe do Grêmio Football Porto Alegrense, por após uma decisão da arbitragem ter passado próximo a mim, gesticulando com os braços, proferindo as seguintes palavras: 'você não marca uma pra nos, você está roubando, vai se f*, vai tomar no c*, vai tomar no c*, vai se f*'", escreveu Castro.

Na oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio visita a Chapecoense. Além de Ramiro, Maicon também será desfalque. O camisa 19 levou amarelo durante a contestação da expulsão do companheiro. Sem eles, o time gaúcho deve iniciar uma fase onde reclamações serão diferentes.

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