Palmeiras e Fla perdem mando após briga; paulistas terão portões fechados

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

Após quase quatro horas de um longo julgamento nesta segunda-feira (13), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu as punições a Palmeiras e Flamengo por conta das brigas entre torcedores no jogo do último dia 5, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro. Apontado pelos integrantes da Primeira Comissão Disciplinar da casa como culpado e enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o clube paulista levou uma pena mais dura, perdendo um mando de campo, onde terá que jogar com portões fechados à sua torcida. Já o Flamengo, incurso no mesmo artigo também perdeu um mando, mas poderá cumprir a sanção com portões abertos.

O Palmeiras deverá cumprir a pena no jogo do próximo sábado (18), contra o Santa Cruz, na própria Arena, visto que a alteração pode ocorrer até 72 horas antes do duelo e jogos mantidos na cidade de origem. No entanto, tão logo encerrado o julgamento, o advogado do Palmeiras, André Sica, informou que o clube irá recorrer da decisão no Pleno do STJD e buscará um efeito suspensivo nas próximas horas.

O Rubro-negro cumprirá sua pena - tendo que atuar longe de Volta Redonda e Brasília - no clássico contra o Fluminense, no dia 26, já que o prazo para a mudança de cidade é de pelo menos dez dias. Para o próximo domingo (19), o mando de campo está mantido. O Flamengo ainda foi absolvido por maioria nas denúncias dos artigos artigo 191 e 206 do CBJD, e punido com multa de R$ 1 mil no artigo 211.

Elogiada por todos os presentes, as defesas de Palmeiras e Flamengo conseguiram amenizar um prejuízo que se desenhava ainda maior. O auditor Luis Felipe Bulus resumiu: "Confesso que cheguei aqui com uma ideia de dar de três a quatro jogos com portões fechados, mas os senhores [advogador] me convenceram que fizeram todos os esforços para evitar a confusão".

Enquanto o Palmeiras reforçava que não tinha qualquer relação com os torcedores organizados que participaram da briga, o Flamengo sustentava que seguiu todos os protocolos de segurança, não podendo conter os que causaram o tumulto.

O relator do caso, Felipe Bevilacqua, entendeu os argumentos, mas entendeu que os clubes deveriam, sim, pagar. "Obrigatoriamente, os clubes são punidos por conta de seus torcedores. Não adianta, seja pedagogicamente correto ou não, há necessidade de se atribuir responsabilidade ao clube. Vou me basear na responsabilidade objetiva".

O Flamengo considerou o resultado como uma vitória, apesar da punição, visto que já jogaria o clássico em outra praça. O Palmeiras, por sua vez, saiu bem indignado. "O resultado foi lamentável. O infrator acabou beneficiado. Entenderam que o clube é culpado porque a torcida começou a briga. Difícil", disse o presidente o Alviverde, Paulo Nobre, que esteve no local. 

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