Atlético vive pior fase desde 2011 e luta para não igualar recorde negativo

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Com toda a certeza o torcedor do Atlético-MG esperava muito mais da equipe neste Campeonato Brasileiro. Com um dos elencos mais recheados de grandes jogadores da competição, com atletas do nível de Victor, Lucas Pratto, Robinho e por último Fred, entre outros, a expectativa era brigar pelo título nacional.

Na pior das hipóteses, a diretoria alvinegra se contentaria com mais uma classificação para a Copa Libertadores, o que seria a quinta consecutiva do clube. No entanto, passadas oito rodadas, a realidade do Atlético é bem diferente e muito mais dura. Somente sete pontos conquistados em 24 disputados fazem a equipe atleticana figurar na zona do rebaixamento pela segunda rodada consecutiva.

Algo que não acontecia desde 2011, ano que o Atlético lutou contra o rebaixamento pela última vez. Naquela temporada, somente a partir do segundo turno que o time reagiu. Sob o comando de Cuca, o Atlético se livrou da degola somente na 37ª rodada. Quatro anos depois, o time se vê entre os últimos colocados por duas rodadas seguidas. Para piorar, a fase não é das melhores.

Já são sete partidas sem vencer no Brasileirão, a segunda maior série do clube no Brasileirão de pontos corridos. Em 2003, 2004, 2007 e 2011 o Atlético também ficou sete rodadas sem nenhuma vitória. O pior jejum aconteceu em um ano que o torcedor alvinegro nem gosta de lembrar. Foram oito rodadas sem vencer em 2005, temporada que aconteceu o único rebaixamento atleticano.

Para não igualar o recorde negativo de oito jogos sem vitórias, o desafio é bater a Ponte Preta, neste domingo, no Independência. Aliás, o técnico Marcelo Oliveira aposta em um resultado positivo para começar a mudança do Atlético dentro da competição.

"Teve alguns jogos que oscilamos, contra o Vitória, Atlético-PR, Sport, que abrimos quatro gols, mas oscilamos entre um tempo e outro. Oscilamos no clássico também e erramos, com o adversário aproveitando das falhas. Contra o Inter, pelo menos no segundo tempo, a gente agiu como um time que rodou a bola de um lado para o outro, fez jogadas pelas laterais. Tenho esperança que a primeira vitória possa nos remeter a um novo caminho, fortalecer como grupo. Quando eu vim para cá, vim com um sentimento que era um time forte, com elenco forte. Precisa demonstrar isso nos jogos", disse o treinador que ainda não venceu desde que assumiu o comando do Atlético.

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