Fase ruim da defesa faz até ídolo ser criticado pela torcida do Atlético-MG

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

    Victor sofreu 15 gols em sete partidas do Campeonato Brasileiro 2016

    Victor sofreu 15 gols em sete partidas do Campeonato Brasileiro 2016

Difícil fazer uma seleção de todos os tempos do Atlético-MG e não escalar Victor como o goleiro dessa equipe. Fundamental na conquista da Copa Libertadores de 2013, o camisa 1 ainda tem outras conquistas pelo clube alvinegro, como a Recopa, a Copa do Brasil e dois títulos estaduais. Além de dois vices no Campeonato Brasileiro.

Porém, a fase ruim da defesa neste começo de Brasileirão não tem poupado nem o goleiro das críticas dos torcedores. Embora não tenha falhando em nenhum dos últimos gols que levou na competição, contra Sport, Cruzeiro Atlético-MG aposta em sequência de jogos em BH para reagir no Brasileirão

"Não tem esse entendimento, qualquer jogador pode sair. Todos querem jogar e servir o time. O Victor vai continuar. Ele tem toda a credibilidade. Temos de consertar o sistema defensivo todo", afirmou o técnico Marcelo Oliveira.

E os números da defesa do Atlético neste Campeonato Brasileiro são preocupantes. Já são 15 gols sofridos, o que faz o time mineiro ter a defesa mais vazada neste começo de competição, ao lado do Coritiba.

A média de gols sofridos com Marcelo Oliveira é de 2,1 por partida. Antes da chegada de Marcelo, a média de gols sofridos do Atlético na temporada era de 0,9 por jogo.

Considerando apenas os jogos de Libertadores e contra equipes da Série A (clássicos com América-MG e Cruzeiro no Estadual, jogos da Copa da Primeira Liga e abertura do Brasileirão), a defesa com Diego Aguirre sofreu 17 gols em 18 partidas. Também média de 0,9 gol sofrido por jogo.

Se Victor está garantido diante da Ponte Preta, Marcelo Oliveira pode mudar a equipe em relação ao jogo com o Internacional. Erazo e Cazares podem retornar da seleção equatoriana e podem ser escalados. Já outros jogadores podem ser preservados, por causa da sequência de jogos.

"Não dá para mexer tanto em todos os jogos, senão você não cria entrosamento e a engrenagem não vai funcionar. Ela já vem mexida pelas contusões e convocações. Na posição de volante eu gosto de jogar com dois volantes. É possível que a gente rode um ou outro, porque os jogadores se desgastam muito", completou o treinador do Atlético.

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