Perto do Corinthians, Cristóvão já foi pivô de duelo Andrés x Marin na CBF

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Gustavo Oliveira/Site Oficial do Atlético-PR

Escolha surpreendente para substituir Tite, Cristóvão Borges deve assinar com o Corinthians até segunda-feira e terá um aliado importante no novo clube, que neste domingo recebe o Botafogo, em Itaquera, a partir das 16h (de Brasília). O ex-presidente Andrés Sanchez, ainda influente nas decisões corintianas, é um entusiasta do trabalho de Cristóvão. 

Em 2012, pouco depois de Ney Franco deixar a CBF para trabalhar no São Paulo, o então diretor de seleções Andrés gostaria de ter contratado Cristóvão para atuar ao lado de Mano Menezes e comandar a seleção brasileira sub-20, mas o nome foi barrado por José Maria Marin, presidente da época.  

Na divisão que existia dentro da CBF, Marin recusou a contratação de Cristóvão e, meses depois, demitiu Mano para colocar Luiz Felipe Scolari na seleção principal. Contrariado por não participar de todas as mudanças, Andrés se retirou da entidade. Já Cristóvão seguiu para um trabalho elogiado pelo Bahia no ano seguinte, antes de passagens rápidas e discretas por Fluminense, Flamengo e Atlético-PR.

Em contato com a reportagem, Sanchez negou ser o padrinho pela escolha de Cristóvão Borges. "Não tive e não tenho nada a ver com a contratação dele. Não me meto no futebol do Corinthians", afirmou Andrés. 

Funcionários antigos do Corinthians comparam um detalhe curioso na escolha de Cristóvão à de Tite, em 2010, para suceder Adílson Batista, que havia falhado em dar sequência ao trabalho de Mano Menezes.

À época, Carlos Alberto Parreira disse não a um convite corintiano, Dorival Júnior foi sondado e recusou e o clube discutia, pouco esperançoso, quem assumiria. Foi quando Andrés, então presidente, apostou as fichas em Tite, que deixou o futebol da Ásia para fazer o trabalho mais vitorioso da história no Parque São Jorge. 

Com Cristóvão, inicialmente, parece haver mais resistência. Conselheiros corintianos receberam o nome do novo treinador com resignação, mas um contrato até dezembro de 2017 deve ser fechado em reunião neste domingo, em São Paulo. Ele foi a quinta tentativa após recusas de Eduardo Baptista, Fernando Diniz, Roger Machado e Sylvinho - de forma oficial, o clube confirma apenas ter procurado o último. 

O Corinthians se despede de Tite neste domingo sob o comando de Fábio Carille e a seguinte equipe: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique e Rodriguinho; Marquinhos Gabriel, Guilherme e Giovanni Augusto; Romero. 

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