Cristóvão faz mudanças, e Corinthians tem 1º jogo com 'a cara' do técnico

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

Contratado com a 'ingrata' missão de substituir Tite no Corinthians, Cristóvão Borges deu uma amostra do que pode fazer na noite deste sábado (22). Na vitória por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, na Arena em Itaquera, o treinador começou a dar a sua cara ao time, promoveu mudanças e bancou nomes contestados nas últimas semanas.

A primeira grande alteração do treinador recaiu sobre Guilherme. Titular cativo da equipe quando se encontra em condições físicas ideais, o camisa 10 acabou barrado diante do Santa Cruz. Somente aos 37min da etapa complementar, o meia-atacante entrou em campo.

Sem Guilherme, Cristóvão fez um experimento inédito. Giovanni Augusto pela primeira vez atuou como o meia armador da equipe, centralizado. Ao invés da correria e velocidade de um ponta, Giovanni participou mais da distribuição de jogo acelerada e movimentação.

Enquanto Giovanni Augusto ficou no centro, Romero voltou para o posto no qual se sente mais à vontade. Depois de escalar o paraguaio como centroavante na última quarta-feira – derrota por 2 a 1 sobre o Atlético-MG -, Cristóvão colocou o camisa 11 como um ponta direita.

Aberto, Romero participou bem das ações ofensivas e ainda anotou o gol que garantiu o 2 a 1. O atacante paraguaio soma dez gols no ano e ainda ocupa o posto de artilheiro corintiano na temporada 2016.

Os posicionamentos de Romero e Giovanni Augusto foram destaque na entrevista concedida pelo treinador depois da partida do último sábado.

"Não dá para mudar muito, mas a equipe tinha algumas dificuldades. Essas mudanças foram para suprir isso. Marquinhos Gabriel joga nas três posições, vi que precisava de mais força ofensiva", explicou.

"Como sabia que ia encontrar um adversário que ficaria no campo deles, tinha que ter mobilidade para a bola circular. Por isso, o Giovanni no meio, o Romero na direita, que é o melhor dele. No primeiro tempo, tudo aconteceu bem", comemorou.

Outra mudança importante deu-se por uma aposta de Cristóvão. Marcado pela falha cometida diante do Atlético-MG – um passe curto para Cássio, interceptado por Cazares, que anotou o segundo dos mineiros na última quarta -, Pedro Henrique ganhou uma nova chance do treinador.

Aos 20 anos de idade, o defensor mostrou maturidade. Do choro no gramado do Mineirão, o zagueiro teve uma noite segura e de ações importantes: Arthur, do Santa Cruz, invadiu a área na primeira etapa e só não estufou as redes de Cássio porque Pedro Henrique apareceu para desarmar.

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