Santos passeia no Pacaembu, vence clássico contra o SP e entra no G-4

Do UOL, em São Paulo

Sorte dos são-paulinos que não puderam comparecer ao Pacaembu no clássico de torcida única disputado na tarde deste domingo. E mais sorte ainda dos quase 25 mil santistas que foram ao estádio e assistiram a um passeio do time de Dorival Júnior diante dos comandados de Edgardo Bauza, especialmente no primeiro tempo. Sem muito esforço, o Santos abriu 2 a 0 ainda antes do intervalo, com Vitor Bueno (relâmpago, aos 41 segundos) e Rodrigão, fez mais um no fim do jogo, com Lucas Lima (de falta), e venceu o dérbi pelo placar de 3 a 0.

Com o resultado, o Santos chega ao G-4 e termina esta 11ª rodada do Campeonato Brasileiro na terceira colocação, com 19 pontos, a apenas três do líder Palmeiras. Já o São Paulo perde a chance de colar no 'pelotão de cima', estaciona nos 15 pontos e fica com o décimo lugar.

Os dois times voltam a campo na quarta-feira: o Santos mais cedo, às 19h30, contra o Grêmio, na Arena Grêmio; o São Paulo um pouco mais tarde, às 21h45, contra o Fluminense, no Morumbi.

Quem foi bem: Lucas Lima participa dos três gols

O meia santista teve mais uma atuação decisiva pelo Santos. No primeiro gol, foi ele quem roubou a bola e lançou para Gabigol cruzar da direita para o gol de Vitor Bueno. Já no segundo, Lucas Lima deu bela assistência para Victor Ferraz mandar na medida para Rodrigão. Ainda deu um chapéu espetacular em cima de João Schmidt no segundo tempo e fez mais um golaço de falta nos minutos finais de partida.

Quem foi mal: Dênis falha feio

Eduardo Anizelli/Folhapress

Nada pior do que levar um 'gol relâmpago' e praticamente começar um clássico já com 1 a 0 no placar. Foi o que acabou proporcionando o goleiro Dênis ao falhar feio logo no primeiro lance do jogo.

Pacaembu, a segunda casa santista

Divulgação/Twitter oficial do Santos

O Santos mais uma vez de deu bem jogando no Pacaembu, sua segunda casa. Ao superar o São Paulo, conquistou a sua 13ª vitória consecutiva dentro do estádio. A última derrota aconteceu em 2014, na final do Paulista de 2014: 1 a 0 para o Ituano.

Rodrigol?

Eduardo Anizelli/Folhapress, ESPORTE

Dois jogos pelo Santos, dois gols. Pelo menos por enquanto, o reforço santista vindo do Campinense-PB vem conseguindo suprir a ausência de Ricardo Oliveira. O atacante é o maior artilheiro do Brasil na temporada, agora com 20 gols em 2016.

Esquema de Dorival funciona. Já o de Bauza...

O esquema montado por Dorival Júnior funcionou perfeitamente diante do São Paulo de Edgardo Bauza. Nem mesmo as tentativas de pressão do ataque são-paulino incomodavam a defesa santista, que conseguia sair tocando a bola, sem dar bicão, em todas as jogadas. Com o toque de bola já característico e os rápidos ataques, o Santos nem teve muito trabalho para abrir 2 a 0 ainda no intervalo. Poderia ter feito ainda mais. "O São Paulo não conseguiu marcar e não conseguiu ficar com a posse de bola", resumiu João Schmidt na saída para o intervalo.

Desfalques pesam e São Paulo não joga

Sem Ganso e Kelvin, dois dos principais jogadores do time, o São Paulo não se encontrou diante do Santos. Dominado pelo adversário (especialmente no primeiro tempo), só conseguiu chegar à frente em ataques esporádicos. O destaque positivo foi Luiz Araújo, único jogador do time a incomodar a defesa santista. De resto, uma tarde para ser esquecida.

Juntos até o Pacaembu...

Reprodução/Twitter Santos FC

Em uma ação pela paz, delegações de Santos e São Paulo dividiram o mesmo ônibus no trajeto até o Pacaembu. "A ação foi muito legal, mas não dá para falar sobre o jogo, não...", brincou o lateral santista Victor Ferraz na chegada ao estádio. "Foi uma boa ação, mas uma das brincadeiras foi: saiu do ônibus, acabou a amizade", 'rebateu' o tricolor Michel Bastos.

Mas em campo, nada de 'paz'

 

Apesar da ação, a paz passou longe dentro de campo - e até no banco de reservas. Ainda no primeiro tempo, os preparadores físicos de Santos e São Paulo acabaram expulsos. O técnico Edgardo Bauza ainda discutiu com o quarto árbitro. Dentro das quatro linhas, vários desentendimentos, como os de Calleri e Zeca na etapa inicial e Lucas Lima e Hudson no segundo tempo.

SANTOS 3 X 0 SÃO PAULO 

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Árbitro : Raphael Claus (SP) 
Auxiliares : Danilo Simon Manis (SP) e Miguel Ribeiro da Costa (SP) 
Cartões amarelos: Gabigol, Lucas Lima (Santos), Calleri, Hudson, Lugano (São Paulo) 
Cartão vermelho: Lugano (São Paulo) 
Público e renda: 24.840 pessoas / R$ 862.720,00 
Gols: Vitor Bueno, aos 41 segundos, Rodrigão, aos 38min do primeiro tempo; Lucas Lima, aos 44min do segundo tempo 

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão
Técnico : Dorival Júnior 

SÃO PAULO
Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel)
Técnico : Edgardo Bauza

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