Argel culpa primeiro tempo do Inter e minimiza influência de áudio vazado

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

Argel Fucks não viu motivação extra no Grêmio, ao contrário do que indicou Roger Machado. Depois da derrota no Gre-Nal, o treinador do Internacional deu voltas e justificou seu plano no início do clássico deste domingo (3), no Beira-Rio. E resumiu, ao seu modo, dizendo que o time precisa retomar confiança e fazer primeiro tempo melhor nas próximas partidas.

A conclusão de Argel teve como argumento os jogos em casa diante de Botafogo e Grêmio.

"O que me preocupa um pouco é que nos últimos dois jogos em casa o nosso primeiro tempo não foi bom. E o segundo tempo sim. E vínhamos com uma sequência muito boa, jogando bem o primeiro tempo. É isso que temos que buscar. Equilíbrio, um jogo mais uniforme e não esperar ficar atrás do placar para dar resposta no campo", disse.

No duelo com o Grêmio, o Inter começou com Fernando Bob, Fabinho e Rodrigo Dourado. Argel justificou a escolha pelo estilo do adversário e minimizou a decisão de abortar o plano com menos de 30 minutos de partida.

"Pode errar, mas por ação e não por omissão. Pode trocar a forma de jogar. Levamos o gol e logo depois o Bob levou amarelo e não tínhamos mais porque jogarmos daquele jeito. E era preciso dar segurança, o adversário joga por dentro. Muito. Mas foi um jogo equilibrado, o adversário foi melhor no primeiro tempo e depois jogamos bem. Não passa pela escalação. A gente apostou para controlar o meio, tivemos isso no começo, e com o gol e o primeiro volante com amarelo, era hora de mudar", afirmou Argel.

Confira outras respostas do treinador do Internacional

O aproveitamento não é bom. Em 15 ganha 13 e depois em 15 ganha um... Não é bom. Faz parte do futebol, acontece, e claro que interfere no campeonato. Temos que buscar a vitória para trazer confiança.

ESTRATÉGIA ERRADA

Nós estávamos com o jogo controlado, até o gol. E a partir do momento que leva o gol, precisa mudar a forma de jogar. O treinador passa por cima disso, é preciso ter essa percepção. Pode errar, mas por ação e não por omissão. Pode trocar a forma de jogar. Levamos o gol e logo depois o Bob levou amarelo e não tínhamos mais porque jogarmos daquele jeito. E era preciso dar segurança, o adversário joga por dentro. Muito. Mas foi um jogo equilibrado, o adversário foi melhor no primeiro tempo e depois jogamos bem. Tivemos mais finalizações, escanteios, chegamos à frente. Mas o resultado não é bom. Não passa pela escalação. A gente apostou para controlar o meio, tivemos isso no começo, e com o gol e o primeiro volante com amarelo, era hora de mudar. Acho que a gente mexeu no momento certo... E é só ver o panorama do jogo, depois que a gente mexeu a equipe deu resposta boa.

DESEMPENHO DO TIME

A responsabilidade é sempre minha, não é dos atletas. Nos últimos dois jogos em casa não fizemos bons primeiros tempos. Contra o Botafogo e agora. No segundo tempo tivemos 12 escanteios, sete finalizações claras. O adversário foi finalizar aos 42 do segundo tempo. O que me preocupa um pouco é que nos últimos dois jogos em casa o nosso primeiro tempo não é bom. E o segundo tempo é bom. E vínhamos com uma sequência muito boa, jogando bem o primeiro tempo. É isso que temos que buscar. Equilíbrio, jogo mais uniforme e não esperar ficar atrás do placar para dar resposta no campo. E isso não passa pelos jogadores, a responsabilidade é minha. A cobrança tem que ser em cima de mim.

INFLUÊNCIA DO ÁUDIO VAZADO NO JOGO

Não perdemos o jogo por causa disso. E ninguém fica a frente de um clube só por motivação. E quem me conhece sabe o meu trabalho, como me comporto. Isso não ganha jogo. Motivação não ganha jogo. Não é por aí, não é essa caminho.

ESCALAÇÃO IGUAL SE TIVESSE NOVA CHANCE

Falar depois do resultado é muito fácil, a gente viraria profeta do acontecimento. Quando se vai jogar um clássico, contra adversário que joga bastante por dentro, é preciso fortalecer pelo meio. E isso não foi loucura, já jogamos assim. Mas quando se toma um gol, não vamos esperar o fim do primeiro tempo. O jogo que vai dar o panorama.

TRÊS VOLANTES NO MEIO-CAMPO

Já jogamos assim, lá contra o São Paulo. E tivemos uma partida boa, fora de casa e diante de um adversário de qualidade. Jogamos algumas vezes no campeonato gaúcho também. Não conseguimos apresentar um bom futebol no primeiro tempo. A gente sabe, estamos cientes.

SEQUÊNCIA NO BRASILEIRÃO

A sequência do campeonato é difícil, não conseguimos uma boa performance. Faz parte da oscilação do time? Acredito que sim. É uma equipe jovem, por ter jogadores chegando e outros ainda atrás de maior ambientação. O Seijas fez segundo jogo, o Ariel seguramente vai ser uma opção importante para o próximo jogo. Precisamos o quanto antes de uma vitória.

PREÇO POR TER SIDO LÍDER COM TIME LIMITADO

Não, a gente nunca colocou essa expectativas. Nunca falamos que o Inter vai ser campeão brasileiro. A gente nunca elevou a faísca. A gente sabe das nossas limitações, que temos de ir sempre com a corda esticada. A gente nunca deu o passo maior que a perna. As coisas que aconteceram foram naturalmente.

PRESSÃO POR DEMISSÃO

A pressão é uma coisa normal, estou há 25 anos no futebol e sou treinador há oito anos. Procuro fazer o meu melhor, tenho consciência que tenho feito isso. Passamos trabalhos bons na parte técnica, tática e física. Nossa equipe sobrou fisicamente. No futebol tudo pode acontecer. Isso é com Argel, Muricy, Felipão, Guardiola... Faz parte do futebol. Estou tranquilo, assumindo a responsabilidade. O treinador sempre tem responsabilidade maior e dessa forma conduzo o grupo há 11 meses dentro do clube. Isso é uma coisa muito mais em nível de diretoria, eu estou tranquilo.

MURIEL TITULAR OU JACSSON DE VOLTA

Não tem revezamento. Teve no jogo do Botafogo e Flamengo. Quando a gente trata de dar oportunidade a um jogador, trata internamente. E o Muriel sabia, independente do resultado, ele jogaria contra o Flamengo.

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