Palmeiras muda de característica e afasta trauma como visitante

José Edgar de Matos*

Do UOL, em São Paulo

A derrota contra o Cruzeiro no último dia 25 resultou em uma mudança no pensamento de Cuca. O Palmeiras da posse de bola e de propor o jogo – como costumeiramente faz no Allianz Parque -, deu lugar a um time de contra-ataque. A estratégia até então incomum para a equipe alviverde neste Campeonato Brasileiro deu certo diante do Sport, na Ilha do Retiro.

Mais do que o resultado positivo por 3 a 1 alcançado no Recife, o placar eliminou a pressão criada sobre a equipe alviverde nos jogos longe de São Paulo. Eram apenas quatro pontos conquistados fora de casa em 15 disputados até a rodada da última segunda-feira, que colocavam a equipe como uma das piores como visitante.

A vitória reposiciona o Palmeiras na classificação entre os visitantes. Com 39%, a equipe subiu para o quarto melhor aproveitamento longe de casa. Apenas Grêmio e Cruzeiro (43%) e Flamengo (50%) possuem números melhores neste quesito depois de 13 rodadas.

Para retomar o caminho das vitórias fora de casa, o Palmeiras abdicou da própria característica. Diante do Sport, Cuca usou Thiago Santos e sacou Cleiton Xavier dos titulares. A ideia do treinador era reforçar a marcação em frente ao setor defensivo, formado por Vitor Hugo e o estreante Mina.

Tanto que o Palmeiras, ao invés de ditar o ritmo, tentou acelerá-lo durante todo o tempo. A equipe alviverde terminou com 45% da posse de bola, enquanto o Sport  que tentou propor o jogo, mas parou na eficiente marcação do atual líder do Brasileirão, teve 55%. Os dados são da Footstats.

Para grau de comparação, nas 12 rodadas anteriores, a equipe de Cuca manteve média de 55,75% de posse de bola durante as partidas.

"Acho que hoje, pela primeira vez, o Palmeiras não teve uma posse de bola maior que o adversário, porque nós não queríamos a bola", explicou o técnico.

Mesmo 'sem a bola', o Palmeiras finalizou mais contra o gol adversário: sete chutes contra a meta de Agenor, enquanto Fernando Prass viu cinco arremates atingirem o alvo paulista.

A mudança de característica não se deu por circunstâncias durante a partida na Ilha do Retiro, mas sim após proposta do técnico Cuca. "Não queríamos a bola, queríamos a velocidade. Quando sentimos que precisava ter mais a bola, aí colocamos o Cleiton Xavier", declarou o treinador.

Se mudou fora de casa, o Palmeiras retomará a postura mais ofensiva na próxima terça-feira. Mesmo com os desfalques de Gabriel Jesus e Róger Guedes, suspensos pelo terceiro cartão amarelo (Thiago Santos também está vetado pelo quesito disciplinar), Cuca deve escalar uma formação mais ousada para encarar o Santos no Allianz Parque.

* Colaborou Diego Salgado

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