'Will Smith' do Grêmio superou tragédia e conquistou Roger

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Jaílson é chamado de Will Smith pelos colegas de Grêmio

    Jaílson é chamado de Will Smith pelos colegas de Grêmio

Um homem luta muito para conseguir dar uma vida melhor a seu filho. Sofre com problemas financeiros e pessoais, mas jamais desiste de seu sonho. O enredo do filme 'Em Busca da Felicidade' pode desenhar bem a trajetória do jovem volante Jaílson, do Grêmio. Pouco antes de ser relacionado pela primeira vez, perdeu cinco familiares em um acidente de carro. E a ligação a história também está no protagonista: Will Smith. 

Pela semelhança física ao ator norte-americano (na versão mais jovem) de tantos filmes de sucesso, como "Independence Day", "Homens de Preto", "Eu Sou a Lenda", e além da série de televisão "Um Maluco no Pedaço", o atleta de 20 anos é chamado pelo nome do artista no elenco do Grêmio. 
 
Brian Snyder-5.mar.2006/Reuters
O ator Will Smith
 
"Chamamos ele (de Will Smith) sim. Desde que chegou ao grupo ele ouve isso. É muito parecido. Um menino muito bom, brincamos com ele", disse o atacante Luan.
 
"O pessoal brinca comigo, sim. Mas levo numa boa", completou Jaílson.
 
Parecido ou não, a trajetória esportiva de Jaílson começou nos campos do interior gaúcho. Ele atuava no Guarany de Bagé quando foi levado a Porto Alegre para testes. Passou, mas nas categorias de base do clube encontraria muita concorrência. Tinha vários jogadores à sua frente e por isso foi cedido por empréstimo para Chapecoense. Por lá agradou muito, tanto que o clube catarinense tentou sua compra. O Grêmio rejeitou por acreditar no potencial. 
 
Treinando no elenco de cima desde o começo do ano, o jogador jamais tinha sido relacionado até fevereiro. Exatamente quando uma tragédia abalou sua família. O veículo conduzido pelo tio do atleta sofreu um grave acidente no Km 204 da BR-290, altura do município de Pantano Grande. Saiu da pista, capotou e bateu em árvores. Morreram cinco dos seis ocupantes do carro. Tio, tia e primos do jogados, todos muito próximos dele. 
 
"Foi o período mais difícil da minha vida. Logo quando recebi a primeira chance", contou à Grêmio TV. 
 
Mas três dias depois da morte de seus parentes, Jaílson esteve no banco de reservas diante do São Paulo-RS, pelo Gauchão.
 

Treinos agradam Roger e 'liberam' Edinho

 
Jaílson tinha recebido apenas duas oportunidades no time de cima, mas se destacava nos treinamentos. Roger Machado não encontrava alternativa para utilização do jogador, já que novamente a concorrência o atrapalhava. Até que a possibilidade de negociação de Edinho se apresentou. Uma oferta do Coritiba e a chance de envolver Negueba no acordo fez o técnico tomar a decisão de liberar o mais experiente para abrir espaços. 
 
"Na ocasião, fomos criticados por liberar o Edinho ao Coritiba. Mas quem acompanha o dia a dia sabe que tínhamos um volante se destacando. Por isso liberei Edinho. Para liberar espaço a um mais jovem e promissor. Ele não sentiu o peso dos jogos. Marcou forte, articulou, teve profundidade, sempre em altíssimo nível", explicou o treinador. 
 
Jaílson foi muito bem e marcou gol contra a Chapecoense, repetiu rendimento diante do Santos e novamente no Gre-Nal do último domingo. Agora, já disputa palmo a palmo a condição de titular com Maicon, capitão do time até se lesionar. 
 
Superando as dificuldades, como no enredo do filme de seu 'sósia' Will Smith, o marcador cujo contrato vai até dezembro do ano que vem tenta seguir crescendo no clube. 

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