Atletas se reúnem com Levir e pedem que técnico repense pedido de demissão

Bernardo Gentile e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

Levir Culpi deixou a entrevista coletiva da última quarta (6) - após o empate por 1 a 1 com o Ypiranga (RS) - disposto a entregar seu cargo à diretoria do Fluminense. Insatisfeito com o desempenho de seus atletas, deu a entender que não teria mais clima pra continuar. O treinador só não contava com a reação de seus jogadores após o desabafo. Tão logo deixou o local onde conversou com os repórteres, o comandante tricolor se dirigiu ao vestiário do estádio em Volta Redonda (RJ) e foi "abraçado" pelos atletas.

Ciente das declarações de Levir - "jogadores não conseguem fazer o que peço" - e da repercussão do caso, os jogadores decidiram tentar resolver o problema logo ali. O grupo se reuniu com o técnico e pediu que ele repensasse a decisão, não deixasse o clube. O discurso era um só: que os dois lados saiam juntos da crise instalada nas Laranjeiras.

Levir "balançou" com uma reação que inicialmente não esperava de seus jogadores. O técnico não deixou claro se mudaria de ideia, mas a reação dentro do vestiário pode mudar o curso de uma história que parecia praticamente definida no Fluminense.

Internamente, jogadores e parte do estafe do futebol ainda aguardam a definição de Levir Culpi e do presidente do clube, Peter Siemsen. A saída do treinador não está descartada. E o termômetro da reação da diretoria ao duro discurso do técnico após o jogo terá peso na decisão. Dentro do vestiário, no entanto, a torcida é para que o treinador siga nas Laranjeiras.

Sem manter uma regularidade no Campeonato Brasileiro, o Fluminense despencou na tabela e gerou desconfiança na torcida, que estava insatisfeitas com a saída de Fred e Diego Souza. O pedido de reforços era uma realidade até mesmo quando a fase não era tão ruim. Após três jogos sem vencer, o clima ficou insustentável.

Um grupo de torcedores promoveu dois protestos em cinco dias. Invasão da sede e ônibus de viagem depredado foi o saldo da manifestação. O Fluminense vê o ato como político, embora entenda que a fase do time não seja boa. 

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