Organizada do SP vai em menor número e protesta em 1º jogo após rompimento

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

O São Paulo fez neste domingo a primeira partida desde que anunciou romper relações com suas torcidas organizadas, em decisão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva motivada pelo cenário de guerra que viveu o Morumbi após a derrota para o Atlético Nacional. Neste domingo, na vitória por 3 a 0 sobre o América-MG, a organizada apareceu em número menor que o habitual e fez um protesto silencioso.

Com o rompimento com a diretoria, as organizadas pela primeira vez em anos não receberam ingressos para entrar no estádio. Acostumada historicamente a assistir às partidas no Morumbi no setor laranja de arquibancada, no qual o ingresso custa R$ 50, a Torcida Tricolor Independente optou pelo setor amarelo, de R$ 20, mais barato do estádio.

A principal organizada do clube compareceu em menor número ao estádio do que o habitual e se posicionou no centro do setor amarelo da arquibancada. Pouco antes do início da partida, não puxou o grito da escalação, como de costume, e deu indícios de que ficaria em silêncio. A postura se confirmou quando a bola rolou e os organizados permaneceram sentados. Pelo Twitter, a organizada confirmou que só se manifestaria no segundo tempo e falou em "fim da opressão".

Com o início do segundo tempo os organizados se levantaram e passaram a gritar em apoio ao time. Não houve em qualquer momento gritos críticos à diretoria ou ao time que puderam ser ouvidos pelo estádio. No fim, a organizada ainda puxou o canto de "Eu acredito!", em relação à improvável virada na Colômbia para chegar à final da Copa Libertadores.

Na última quarta-feira houve conflitos entre torcedores organizados e comuns do São Paulo, e depois com a Polícia Militar. Segundo relatos de torcedores, membros de organizadas que estavam no lado de fora do Morumbi agrediram e hostilizaram são-paulinos que deixaram o estádio antes do apito final na derrota para o Atlético Nacional. Torcedores relatam tentativas de assaltos e até de assédio a mulheres.

Dois dias depois, o presidente Leco anunciou o rompimento com as organizadas. Leco cogitava a ideia desde que assumiu a presidência, em outubro de 2015, mas não enxergava viabilidade de rompimento. Depois dos episódios de quarta, foi pressionado por aliados e opositores e decidiu pelo rompimento. O São Paulo fornecia 1.500 ingressos às organizadas para jogos no Morumbi, 500 para partidas fora, e também deu aporte financeiro para o carnaval. Agora, afirma que tudo isso está cortado e que não haverá mais qualquer linha direta com as organizadas, além de cogitar acionar a Justiça para impedir que as torcidas usem nome e escudo do clube. 

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