Após ameaça a Victor Ramos, Vitória promete dar mais proteção ao elenco

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

  • Reinaldo Canato/UOL

    Victor Ramos teve seu carro cercado por torcedores após sair do Barradão

    Victor Ramos teve seu carro cercado por torcedores após sair do Barradão

O elenco do Vitória estará mais protegido após o episódio ocorrido na noite do último domingo (24), quando Victor Ramos foi agredido e até ameaçado de morte por torcedores após a derrota por 3 a 2 para o Santos, logo após deixar o Barradão de carro com sua mãe e familiares. Ao menos essa é a promessa da diretoria do clube, que admite fazer estudos para reforçar a segurança de jogadores, comissão técnica e funcionários.

Em entrevista ao UOL Esporte, o vice-presidente do Vitória, Manoel Matos, garantiu apoio irrestrito a Victor Ramos, que inclusive foi acompanhado pelo presidente rubro-negro (e também advogado) Raimundo Viana até a 10ª Delegacia de Pau de Lima, em Salvador, para registrar o boletim de ocorrência.

"A posição do Vitória, por enquanto, é a seguinte: apoio irrestrito ao atleta. Segundo: estamos aguardando investigações da polícia. Isso é um caso de polícia", disse o dirigente. "Nós vamos buscar dar mais proteção ao nosso elenco. E vamos também fazer um apelo através de imprensa, de lideranças de torcida, que esse tipo de coisa não leva o Vitória a lugar nenhum".

De acordo com Manoel Matos, o Vitória já estuda como melhorar a proteção dos jogadores e funcionários no entorno do Barradão, apesar de, segundo ele, esta não ser uma responsabilidade apenas do clube, mas principalmente do órgão público.

"Vamos avaliar como nosso podemos melhor proteger não só os atletas, mas funcionários, diretores, todo mundo, até o torcedor. Já estamos trabalhando nessa direção para ver como melhor fazer essa proteção no entorno do estádio. Não é responsabilidade nossa, mas apesar de não ser, vamos sensibilizar os órgãos públicos", acrescentou o dirigente.

Manoel Matos contou ainda que os torcedores, ainda não identificados pela polícia, estavam bebendo após a partida no momento em que o carro de Victor Ramos foi abordado, em uma praça localizada na frente do Barradão.

"O Barradão tem duas ou três saídas. Ele saiu onde tinha um grupo, que estava bebendo em uma praça, depois do jogo. Não é no estacionamento, não é dentro do clube, não é na porta do clube. É em uma via, no trânsito, na rua. Poderia ser em qualquer lugar", disse.

"Estaremos conversando com os atletas, com a comissão técnica, amanhã, para explicar que a gente não aceita isso. Isso é uma coisa que não é do Vitória e não podemos aceitar isso", completou.

Houve até ameaça de morte

Através de sua assessoria de imprensa, Victor Ramos falou sobre o ocorrido e contou que foi até ameaçado de morte pelos torcedores, que também o agrediram.

"Na saída do Barradão fui agredido de forma covarde por alguns marginais que se dizem torcedores. Algo que nunca havia acontecido comigo. Estou muito triste com tudo isso. Nunca imaginei que passaria por isso. Por pouco não houve algo mais grave. Minha família estava dentro do carro e está muito assustada, abalada", afirmou o zagueiro.

"Tenho trabalhado diariamente para fazer o melhor dentro de campo. Se as coisas não se encaixam algumas vezes, não há nada que se justifique agressão e até ameaça de morte, como aconteceu comigo. Sou um trabalhador, cumpro com minhas obrigações e ninguém tem o direito de tomar uma atitude como essa. O verdadeiro torcedor do Vitória não é esse", acrescentou.

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