Dorival diz que início irregular do Santos no Brasileiro "custa caro"

Do UOL, em São Paulo

As ausências do trio olímpico e de Lucas Lima, fora neste domingo em razão de um edema na coxa, não impediram o Santos de conquistar uma vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro na Vila Belmiro. O desempenho da equipe, entretanto, não foi dos melhores. No primeiro tempo, o time de Dorival Júnior foi pressionado pelo conjunto mineiro, não conseguiu apresentar seu futebol de toque de bola e recorreu aos lançamentos. 

No intervalo, Dorival sacou Vecchio e colocou em campo Jean Mota. A substituição surtiu resultado. O Santos melhorou e chegou à vitória, com um gol de Vitor Bueno e uma lambança do cruzeirense Lucas, que errou ao tentar afastar a bola e desviou de cabeça para as redes. Após o jogo, o treinador santista explicou a mudança de postura do time. 
 
"Começamos a neutralizar as transições do Cruzeiro e houve um preenchimento maior do nosso meio-campo. Na primeira etapa, o Vecchio jogava muito sozinho nesse setor, já com uma marcação encaixada do Cruzeiro. No segundo tempo, começamos a penetrar. Foi o caso do gol. Foram alternativas criadas [pelo Santos]. Nossos jogadores perceberam que o que vínhamos fazendo não era suficiente para penetrar na defesa do Cruzeiro", analisou. 
 
Com a vitória, o Santos foi aos 32 pontos e alcançou a vice-liderança no Brasileiro. Para Dorival, a pontuação poderia ser ainda melhor, se não fosse o início irregular da equipe paulista na competição. 
 
"Se não fosse pelo início do Brasileiro, com aquelas perdas em pouco tempo [contusão de Ricardo Oliveira e convocações da seleção brasileira], poderíamos nos colocar em outra posição. Esses pontos estão nos custando caro. O que dificultou muito foi esse início de Brasileiro, que teve um preço muito alto", afirmou. 
 
Nas cinco primeiras rodadas do Brasileiro, o Santos teve três derrotas, uma vitória e um empate. 
 
Na quarta-feira, às 21h45, o Santos enfrenta o Flamengo em Cuiabá. A diretoria alvinegra negociou o mando com um grupo de empresários e ficará com 60% da renda do confronto na Arena Pantanal. O aspecto financeiro não convence Dorival, que preferia atuar na Vila Belmiro. Pela presença maciça de torcedores rubro-negros, ele acredita que o clube paulista terá uma atmosfera desfavorável no duelo. 
 
"Vamos ver qual será a reação. Eu estive do lado de lá, vesti a camisa do Flamengo. Conhecendo o torcedor do Flamengo, sabemos o que poderá acontecer. A torcida é numerosa e participativa. Fatalmente, estaremos jogando fora dos nossos domínios", lamentou. 

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