Seis meses após troca, Marciel ainda luta para se firmar no Cruzeiro

Danilo Lavieri e Enrico Bruno

Do UOL, em São Paulo e em Belo Horizonte

  • Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro

    Atualmente lesionado, Marciel ainda não convenceu quando entrou em campo pelo Cruzeiro

    Atualmente lesionado, Marciel ainda não convenceu quando entrou em campo pelo Cruzeiro

Em fevereiro deste ano, Cruzeiro e Corinthians efetivaram uma troca que dividiu opiniões. O volante Willians saiu da Toca para servir o time paulista, enquanto o jovem Marciel, da mesma posição, fez o caminho inverso. Na roda de conversas entre os torcedores, a principal discussão era de quem havia levado a melhor no negócio. Seis meses depois, as equipes se encontram pela primeira vez na temporada e o cenário que cerca os dois atletas é bem diferente. A expectativa colocada na dupla não se concretizou e hoje ambos aparecem sem espaços em suas respectivas equipes.

Desde que chegou ao Cruzeiro, Marciel nunca teve tantas oportunidades e sequer as aproveitou enquanto esteve em campo. O jogador acaba de se recuperar de uma ruptura no ligamento do joelho esquerdo e foi relacionado pela primeira vez pelo técnico Mano Menezes. Contudo, com os comandantes antecessores, seja Deivid ou Paulo Bento, o jogador não foi utilizado com frequência e jogou apenas cinco partidas até agora, sendo três como titular. No primeiro semestre, entrou em três jogos no Mineiro e um pela Primeira Liga. Neste Brasileirão, o garoto de 21 anos saiu do banco para jogar os 26 minutos finais contra o Botafogo, há mais de dois meses. Apesar de tratado como aposta, Marciel não terá vida fácil no Cruzeiro. Após se recuperar, sua tarefa será encontrar um espaço no time. Henrique, Robinho, Bruno Ramires e Ariel Cabral são os principais concorrentes no meio-campo, que ainda conta com Lucas Romero, atualmente disputando as Olimpíadas. Na reserva, Federico Gino corre por fora, além de Denílson, recentemente contratado.

Não diferente de Marciel, Willians também não caiu nas graças da torcida e ainda não conseguiu convencer no Corinthians, apesar de algumas pequenas sequências de jogos. Nos números, o desempenho é um pouco mais animador. Com a camisa da equipe paulista, o veterano entrou em campo por 16 vezes, mas permaneceu em campo durante os 90 minutos por apenas quatro oportunidades. Há pouco mais de um mês, realizou sua última partida, diante do América-MG, no Independência.

O vínculo por empréstimo da dupla com cada time é válido até dezembro deste ano e um retorno antes deste prazo não é cogitado em nenhuma das partes. Ao fim do contrato, as duas equipes terão preferências para adquirir os atletas, cujos valores já foram fixados no começo da temporada. Resta saber se os volantes aproveitarão os últimos meses do ano para corresponderem às expectativas, algo que até agora não aconteceu.

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