Presidente do Santos vê má intenção de arbitragem: "Trio de vagabundos"

Do UOL, em São Paulo

O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, demonstrou muita irritação com a arbitragem da partida entre Santos e Internacional, na última quinta-feira (9), que terminou com uma expulsão polêmica de Lucas Lima ainda no primeiro tempo e vitória do clube colorado por 2 a 1 no Beira-Rio. O presidente do Internacional, Victorio Píffero, rebateu as afirmações do santista logo em seguida. 

Nesta sexta, em entrevista à ESPN Brasil, Modesto não poupou críticas ao trio de arbitragem. "Não sei se é um bom dia. Com essa falta de respeito da arbitragem não pode ser um bom dia", começou. "Estamos avisando há muito tempo. Aí vem o (Walter) Feldman falando que vai mudar, pegar os melhores... É um trio de vagabundo, sim, o que teve ontem. Erro nós perdoamos, má intenção, não", acusou o presidente do Santos.

Walter Feldman, citado pelo presidente do Santos, é secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol. Além dele, sobrou também para Marco Polo del Nero, presidente da entidade.

"Só podem ser eles (para fazerem alguma coisa). São eles que comandam. Estou reclamando porque ontem foi má intenção. Erro de arbitragem é uma coisa, acontece, mas ontem não foi erro. Os cartões foram má intenção, o pênalti não dado foi má intenção, ele (o árbitro) não se manifestar em confusões em campo, tolerar cera do Inter no segundo tempo... Nós lutamos por um futebol limpo, mas, infelizmente, só vemos um futebol sujo", completou.

Logo depois da entrevista, o presidente do Internacional, Victorio Píffero, também falou à emissora de televisão sobre o assunto e rebateu Modesto Roma Júnior. "Me surpreende muito (essas declarações)… Já conversei várias vezes com o Modesto… Como era feito o sorteio? Eles escolhiam dois árbitros e depois sorteavam, ou seja, deixavam margem para que se pensasse coisa… 'Por que esses dois?'. A CBF mudou isso, expliquei ao Modesto e ele achou muito bom, um avanço", disse o dirigente do Inter à ESPN Brasil.

O árbitro Rodrigo Batista Raposo, acompanhado dos auxiliares Daniel Henrique da Silva Andrade e José Reinaldo Nascimento Júnior, causou polêmica no Beira-Rio após expulsar Lucas Lima, ainda no primeiro tempo, por "cera". Na súmula do duelo, o juiz tentou explicar o ocorrido.

"Expulsei aos 45 minutos do primeiro tempo, por receber uma segunda advertência na partida, o senhor Lucas Rafael Araujo Lima, camisa número 10, da equipe do Santos Futebol Clube, por conduta antidesportiva, ao retardar o reinício de partida no momento que colocou a bola no quarto de círculo e se posicionou para executar o tiro de canto e em seguida deixou a cobrança para seu companheiro", escreveu o árbitro.
 
 

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