Tão criticada em 2015, defesa do Atlético-MG tem números piores em 2016

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

Em 2015 o Atlético-MG disputou o título do Campeonato Brasileiro com o Corinthians. Para explicar os 12 de diferença entre os dois clubes na classificação final é possível usar o número de gols sofridos por cada equipe. Como é marca do Brasileirão por pontos corridos, o campeão Corinthians teve média inferior a gol sofrido por jogo, com 31 gols em 38 rodadas. Já a defesa do Atlético foi vazada em 47 oportunidades, média de 1,23 por jogo.

Além do Corinthians, outras oito equipes tiveram desempenho defensivo melhor do que o Atlético. Problema crônico em 2015 e que foi agravado em 2016. A derrota para o Fluminense, por 4 a 2, deixa o Atlético com a defesa mais vazada entre os nove melhores colocados do Brasileirão. São 34 gols sofridos, média de 1,41 por partida.

"Não podemos tirar pelo jogo de hoje (segunda-feira, contra o Fluminense). Fizeram três gols em vacilos nossos. Mesmo com três volantes não conseguimos encaixar na marcação deles. Mas em outros jogos nosso sistema defensivo foi muito bem", comentou o capitão Leonardo Silva.

Mas não é bem assim. Numa comparação com o mesmo número de rodadas entre 2015 e 2016, os números atuais são ainda mais preocupantes para os atleticanos. No ano passado, em 24 jogos, eram 22 gols sofridos. Já nesta temporada são 34 gols sofridos em 24 rodadas. Números que devem deixar o técnico Marcelo Oliveira bastante preocupado.

Desde que o Brasileirão passou a contar com 20 equipes, em 2006, apenas o Flamengo foi campeão com média superior a um gol sofrido por jogo. Em 2009 a equipe rubro-negra levou 44 gols, portanto, a média foi de 1,15 gol por jogo. Para seguir na briga do título em 2016, o Atlético vai precisar melhorar o rendimento defensivo. Concorrentes do Atlético na disputa do título nacional, Palmeiras e Flamengo não sofreram tantos gols, foram 23 e 24, respectivamente.

"Não conseguimos manter a mesma intensidade na hora de marcar. No primeiro tempo, tivemos boa intensidade para atacar e buscar os contra-ataques, mas não conseguimos repetir isso depois do intervalo. Acho que temos que corrigir muitas coisas, não dá para perder tempo, temos que melhorar daqui para frente", comentou o atacante Lucas Pratto, durante participação no programa Bem Amigos, do Sportv.

Defesas campeãs brasileiras desde 2006

2006 - São Paulo - 32 gols sofridos e média de 0,84 por jogo
2007 - São Paulo - 19 gols sofridos e média de 0,5 por jogo
2008 - São Paulo-  36 gols sofridos e média de 0,94 por jogo
2009 - Flamengo - 44 gols sofridos e média de 1,15 por jogo
2010 - Fluminense - 36 gols sofridos e média de 0,94 por jogo
2011 - Corinthians - 36 gols sofridos e média de 0,94 por jogo
2012 - Fluminense - 33 gols sofridos e média de 0,86 por jogo
2013 - Cruzeiro - 37 gols sofridos e média de 0,97 por jogo
2014 - Cruzeiro - 38 gols sofridos e média de 1 por jogo
2015 – Corinthians - 31 gols e média de 0,81 por jogo

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