De volta para o Futuro. Grêmio e Inter repetem fórmula seis anos depois

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Arte/UOL

    Celso Roth e Renato Gaúcho voltam a ser 'bola de segurança' da dupla Gre-Nal

    Celso Roth e Renato Gaúcho voltam a ser 'bola de segurança' da dupla Gre-Nal

A contratação de Renato Gaúcho deixa Grêmio e Internacional em pé de igualdade. Os rivais apelaram para contratos até dezembro, com treinadores conhecidos, em busca de uma salvação na reta final da temporada. O cenário, inclusive, repete o final do ano de 2010.

Há seis anos, Celso Roth trabalhava no Beira-Rio e Renato Portaluppi no estádio Olímpico. Ambos chegaram com a temporada em andamento e saíram na metade de 2011.

Mesmo que existe distância na tabela do Brasileirão, de 10 pontos antes do Inter enfrentar o América-MG, nesta segunda-feira (19), o contexto é rigorosamente o mesmo.

Celso Roth assumiu o Inter com 10 jogos sem vitória. Renato Portaluppi pega o Grêmio sem vencer há sete rodadas.

Roth substituiu Paulo Roberto Falcão para organizar rapidamente o Inter. Sob o argumento de que é bom em trabalhos de curto prazo. Renato chega para contornar uma crise técnica e de autoestima, segundo análise do Grêmio.

Em 2010, Celso Roth conseguiu seu objetivo: eliminou o São Paulo na semifinal e conquistou a Copa Libertadores. Fez campanha irregular no Campeonato Brasileiro e terminou em terceiro no Mundial de Clubes, em Abu Dhabi.

Também naquele ano, Renato chegou até a meta traçada. Fez o Grêmio parar de cair na tabela e levou a equipe à Copa Libertadores de 2011. O mesmo ocorreu em 2013, quando assumiu depois da saída de Vanderlei Luxemburgo e obteve vaga ao torneio sul-americano.

"O Renato já passou por isso, pegar o time em momento difícil. Ele chegou e conseguir fazer a torcida abraçar o time. Conseguimos dar a volta por cima naquela oportunidade", lembrou Marcelo Grohe.

O objetivo do Grêmio na reta final de 2016 passa a ser a Copa do Brasil, onde poderá buscar título e encerrar o incômodo jejum de 15 anos sem taça. A conquista também turbinará a campanha da atual gestão na eleição presidencial.

O objetivo do Inter é escapar da queda para a segunda divisão, considerado um dos patrimônios do clube. A campanha pode dar força a fragilizada diretoria na disputa eleitoral que acontecerá em dezembro.

O mais curioso é que Grêmio e Internacional chegaram a disputar a liderança do Campeonato Brasileiro, pouco mais de três meses atrás. Agora, só querem que a fórmula inspirada no passado dê certo e salve o final do ano.

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