Mundial, final de Copa e 'guerra santa'. Inter se mobiliza contra 'degola'

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

Portões abertos para sócios, preços populares para não-sócios e um discurso inflamado. Com frases de efeito, o Internacional abriu aquilo que definiu como 'guerra santa' contra o rebaixamento. A mobilização ganhou corpo depois do jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil, e tem como objetivo mudar o panorama do duelo com o Figueirense, no sábado (01), pelo Brasileirão.

A condição atual não é favorável ao Inter. Com seis derrotas seguidas, entre Brasileirão e Copa do Brasil, o time gaúcho vai encara um adversário direto na luta contra a 'degola'. E que tem quatro pontos a mais na tabela.

"A partida é decisiva. O jogo de sábado é de seis pontos, simplesmente isso", disse Celso Roth.

O treinador foi o mais ponderado ao falar do jogo de sábado, às 21h (Brasília). O horário ruim e a fase do time fizeram a diretoria radicalizar na tabela de preço dos ingressos. Com portões abertos para os sócios e preços populares inclusive em setores nobres, o clube pede socorro.

"Não é uma questão de gestão, do clube, mas de história. A nossa história está em jogo, ela não será manchada. Sábado vamos começar a sair dessa situação em que nos encontramos", discursou Fernando Carvalho, vice de futebol. "Vamos fazer uma guerra santa na sequência e nossos adversários vão sentir a pressão", completou.

A postura da diretoria foi refletida nos jogadores. Logo depois do apito final na Vila Belmiro, a maioria dos atletas citou textualmente as mesmas frases de efeito articuladas pela cúpula.

"As pessoas não acreditam, mas temos que acreditar. No sábado vamos ter uma final de Copa do Mundo", declarou Seijas. "Vamos mudar a cabeça para essa final de sábado", concordou Ceará ainda no campo.

Na conta oficial do Inter no Twitter, a linha foi a mesma. "O próximo jogo do Inter é sábado (1°/10), às 21h, contra o Figueirense, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Será uma final de Mundial!", escreveu o clube na rede social.

A mobilização por meio do discurso é o mais novo expediente do Inter contra a crise.

Com apenas uma vitória nas últimas 19 rodadas do Brasileirão, o time tem 27 pontos e é 18º colocado. Nas contas da diretoria, precisa de no mínimo cinco vitórias nos 11 jogos finais do campeonato para escapar da segunda divisão.

Em caso de empate ou derrota, a troca de treinador é uma possibilidade. Com apenas duas vitórias em 11 partidas, Celso Roth é contestado pela maioria dos dirigentes. O respaldo ao trabalho dele é do departamento de futebol, formado por Fernando Carvalho, Ibsen Pinheiro e Newton Drummond.

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