Presidente corintiano minimiza pressão e pede créditos por taças do passado

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

    Roberto de Andrade lembra participação de Tite na montagem

    Roberto de Andrade lembra participação de Tite na montagem

Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, descartou mudar qualquer planejamento eu tenha para a sua equipe por causa da pressão que sofre da torcida, da imprensa e, principalmente, dos conselheiros.

Em entrevista nesta terça-feira (4), o dirigente disse que sabe das críticas que recebe, mas que precisa deixar tudo isso de lado para manter o time no trilho que considera ideal. Ele ainda usa o sucesso dos títulos conquistados no passado, quando participou da diretoria, como escudo.

Com 41 pontos, o time caiu de produção no 2º turno, está sem técnico e corre risco de ficar fora da Libertadores mesmo com as vagas extras cedidas pela Conmebol.

"Nunca neguei que a prioridade era deixar o clube em uma condição financeira melhor, mas isso não quer dizer que vamos ter um time fraco. Mas vocês precisam lembrar que a comissão técnica que montou esse time foi a mesma que fez a do Campeão em 2011, do time campeão mundial, da Libertadores, do Paulista, da Recopa e do Brasileirão de 2015. Não dá para falar que a gente não sabe o que não está fazendo. E essa mesma diretoria que montou tudo isso está aqui. Nós não desaprendemos", afirmou ele lembrando das passagens de Tite no time.

"E política é política. Existe sempre os que ficam do seu lado e os que ficam contra. E com a eleição se aproximando, fica ainda mais acirrado. Mas eu não vou mudar o trajeto que desenhei e nem falo de time, falo de clube. Estamos fazendo um trabalho muito bom e estamos atingindo todos os objetivos da parte financeira".

Como mostrou o UOL Esporte, Roberto é criticado por não aparecer muitas vezes no dia a dia no Parque São Jorge e por demorar muito para tomar decisões com as de reposição de elenco e comissão técnica.

Algo que pode ajudar Roberto a ter a pressão minimizada é a criação do G-6. O presidente elogia a atitude, volta a falar em obrigação de vaga, mas alerta para o perigo que será a primeira fase da Libertadores em 2017.

"É uma atitude excelente. No G-4, a gente sabia que ia ter mais dificuldades. Não que seria impossível, mas precisaríamos de uma sequência de resultados positivos. Agora, a obrigação fica ainda maior de alcançar o G-6, mas também é diferente. O time precisará disputar duas fases de mata-mata para ir para os grupos. São 16 times e só quatro avançam".

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