Patrocínio recorde vira pesadelo e Atlético-MG já busca novo fornecedor

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini / Atlético

    Insatisfação com Dry World faz Atlético-MG procurar por novo fornecedor de material esportivo

    Insatisfação com Dry World faz Atlético-MG procurar por novo fornecedor de material esportivo

No final de janeiro o Atlético-MG anunciou o acerto com a Dry World para patrocínio e fornecimento de material esportivo. O acordo foi bastante celebrado pelo clube, que destacou no site oficial que o contrato de cinco anos era o terceiro maior do futebol brasileiro. Seriam R$ 20 milhões por temporada. Valores que deixaram o Atlético atrás somente de Corinthians e Flamengo no ranking de material esportivo. Números antes jamais alcançados por qualquer clube de Minas Gerais.

A empresa canadense desembarcou no Brasil prometendo fazer algo diferente das demais concorrentes. O início foi promissor. Com ajuda financeira da Dry World, o Atlético trouxe o atacante Robinho, além de conseguir reajustes para Luan e Pratto. E todos se tornaram garotos-propaganda da marca canadense, até então bem pouco conhecida no mercado nacional.

Mas as promessas não viraram realidade. Com uma série de problemas, que envolve até mesmo uma briga judicial entre a Dry World Canadá e a Rocamp, empresa contratada para fazer o material no Brasil, o Atlético já tomou uma decisão: não vai querer mais a empresa canadense como fornecedora de uniforme. Embora não confirme oficialmente, o Atlético já busca alternativas para a próxima temporada.

A relação ruim foi relatada pelo presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, em entrevista à Rádio Itatiaia. "Existe ainda um contrato vigente. Nós não estamos satisfeitos, principalmente com a entrega dos materiais nas lojas", comentou o dirigente atleticano, confirmando a existência de pendências financeiras. "Não foram pagas. Vamos ter que discutir isso na Justiça dentro do possível no contrato. É um contrato de cinco anos, não é simples essa rescisão", completou.

O UOL Esporte listou alguns dos pontos que deixaram a diretoria do Atlético irritada, ao ponto de definir fazer uma troca para a próxima temporada, mesmo com o contrato até o final de 2020.

Procurada pela reportagem, a Dry World não retornou as ligações.

Torcedores com dificuldade para comprar camisa

Lançada no dia 15 de fevereiro, a nova camisa do Atlético só chegou nos principais comércios de Belo Horizonte um mês depois. Nem mesmo as lojas oficiais do clube foram bem abastecidas nos primeiros meses. Encontrar a nova camisa oficial era uma dificuldade para o torcedor da capital e ainda mais complicado para atleticanos de outras cidades, já que o site da loja oficial foi retirado do ar e não foi relançado. No entanto, a partir do segundo semestre, as lojas receberam uma boa quantidade de material, especialmente produtos de jogo, como as camisas oficiais 1 e 2, além dos modelos utilizados pelos goleiros do clube. Mas nunca dentro do prazo prometido e sempre com os pedidos incompletos.

Atlético teve de recorrer às lojas em busca de produtos

E não foi apenas os torcedores que ficaram sem opões nas lojas. Com atrasos no fornecimento de material, o Atlético viu seu estoque ficar reduzido e teve de recorrer à Loja do Galo para não ficar sem camisas. Com autorização da Dry World Canadá o Atlético retirou produtos do ponto administrado pela Rocamp e garantiu material suficiente para terminar a temporada. Um exemplo da falta de material no clube pode ser visto nas categorias de base. Somente em ocasiões específicas que as equipes inferiores do Atlético usam o material fabricado pela Dry World e não o da Puma, empresa que fornecia material esportivo para o Atlético até o fim de 2015.

Clube assume pagamento integral de Robinho

Ao anunciar a contratação de Robinho, o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, fez questão de agradecer ao novo parceiro. "Robinho é Galo! Mais uma vez, obrigado Dry World", escreveu o cartola no Twitter. Para contar com o atacante e vencer a concorrência do Santos, o Atlético recebeu uma ajuda da empresa canadense, que negociava um patrocínio pessoal ao atleta, além de ficar responsável por parte do salário pago pelo clube. Para evitar atrasos, o Atlético assumiu a conta que seria da Dry World e a permanência de Robinho para 2017 não é problema por causa do problema com a empresa, já que o contrato do jogador é com o clube. O vínculo de Robinho com o Atlético vai até dezembro do ano que vem.

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