Desempenho recorde e tropeços de rivais. Atlético faz contas para o título

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini / Atlético

    Jogos do final de semana aumentaram a desvantagem atleticana para os líderes da tabela

    Jogos do final de semana aumentaram a desvantagem atleticana para os líderes da tabela

Grande obsessão do Atlético-MG nos últimos anos, o Campeonato Brasileiro ficou ainda mais complicado para o clube alvinegro. Restando nove rodadas para o término da edição 2016, o Atlético está sete pontos atrás do Palmeiras, o líder, e cinco atrás do Flamengo, o vice. A situação atual é ainda mais difícil do que era em 2015, quando brigou com o Corinthians pelo título. Após a 29ª rodada do ano passado, a diferença para a equipe paulista era de cinco pontos.

Para realizar o sonho da torcida e conseguir quebrar um tabu que já dura quase 45 anos, o Atlético precisa ter um desempenho recorde nesta reta final do Brasileirão. Algo que jamais conseguiu desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos. Considerando o aproveitamento atual do Palmeiras, de 69%, o Atlético teria de vencer todos os jogos que restam pra ficar acima de 78 pontos, a projeção do líder.

Algo que o Atlético e nenhuma outra equipe na era dos pontos corridos conseguiu. A melhor reta final da equipe alvinegra aconteceu na edição 2007, quando somou 21 dos 27 pontos possíveis. Então treinado por Emerson Leão, o Atlético saiu de perto da zona do rebaixamento para o oitavo lugar, garantido lugar na Copa Sul-Americana do ano seguinte.

E o primeiro desafio da série perfeita que o Atlético busca é o América-MG, nesta quinta-feira, no Mineirão. Além de torcer por tropeços de Palmeiras e Flamengo, que jogam contra Cruzeiro e Fluminense, respectivamente.

Embora tenha uma sequência de 14 vitórias nas últimas 21 rodadas, o começo irregular dificultou a briga do Atlético com os demais concorrentes. Foram sete partidas sem nenhuma vitória sequer, que fizeram o time mineiro ficar por duas rodadas dentro da zona do rebaixamento.

"Chegamos e tivemos uma dificuldade imensa no início. Isso que está pesando agora para essa diferença de pontos para os dois primeiros. Depois foi regular. O time teve um aproveitamento regular, embora fora de casa a gente possa melhorar. A questão das contusões também foi fora da curva. E o time hoje que tem muitos selecionáveis acaba sendo prejudicado. Mas temos elenco e trabalho para seguir bem e, quem sabe, conseguir uma grande conquista", disse o técnico Marcelo Oliveira.

Apesar de seguir com chances no Brasileiro, embora cada vez menores, o Atlético está nas quartas de final da Copa do Brasil e em vantagem no confronto com o Juventude, por uma vaga na semifinal. No primeiro confronto, em Belo Horizonte, deu Atlético, por 1 a 0. A volta está marcada para o dia 19, em Caxias do Sul.

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