Topo

Fluminense: Projetos de novo estádio servem a todos candidatos

Bernardo Gentile/UOL
Imagem: Bernardo Gentile/UOL

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

10/10/2016 06h00

O período de eleições tem rendido promessas dos candidatos à eleição presidencial do Fluminense para o próximo triênio. Um dos maiores sonhos dos tricolores é conseguir o estádio próprio e dois projetos diferentes já foram apresentados em lançamentos das candidaturas de Pedor Abad e Mário Bittencourt.

Apesar de diferentes, ambos têm algo em comum. Os acordos feitos por terrenos na Barra da Tijuca independem de quem vai ganhar as eleições e poderão ser levados adiante por qualquer um dos candidatos. Além disso, ambos os contratos têm cláusulas de desistência, caso o próximo presidente desista dos projetos.

O primeiro projeto apresentado foi pelo presidente do Fluminense, Peter Siemsen, na festa de lançamento da candidatura de Pedro Abad, da situação. O dirigente anunciou que o clube assinou um memorando de entendimento para a aquisição de um terreno na Barra da Tijuca, onde seria construído o estádio próprio com capacidade para 42 mil torcedores.

O terreno pertence a uma empresa, que sofre com as leis de construção do bairro e não consegue fazer as obras que pretende. Assim, ela cederia uma parte do terreno, suficiente para o Tricolor construir o estádio, em troca do clube conseguir autorização com a Prefeitura do Rio. Em contrapartida, o Fluminense teria que realizar obras e ações sociais no entorno.

“O projeto ainda não foi desenvolvido. Não adianta ter o projeto e não ter o terreno. Tem de desenvolver com arquiteto. É um trabalho que começa agora. O grande responsável será o próximo presidente, a próxima diretoria. A gente fez de uma maneira que, se o novo presidente entender que ali não é o melhor caminho, tem o direito de não seguir adiante”, afirmou o presidente Peter Siemsen.

Em seguida foi a vez de Mário Bittencourt, conhecido por defender o Fluminense nos tribunais, apresentar o segundo projeto de estádio. Com capacidade parecida, para 38 mil, a casa do Flu foi orçada inicialmente em R$ 400 milhões. Além disso, o candidato deixou claro que a viabilidade do sonho depende de parceiros interessados em financiar o projeto.

“O Fluminense precisa buscar ter sua casa, mas precisa de um equilíbrio de entender que para conquistar isso, precisamos empreender com responsabilidade. São várias situações que precisam ser resolvidas, por isso que a apresentação do projeto precede o estudo de viabilidade. Senão eu estaria apenas entregando um sonho”, disse Mário.

“O projeto tem que ser muito bem feito, os investidores demoram de 20 a 30 anos para recuperarem o dinheiro. Mas tudo isso passa por termos um terreno, ele já tem que ser bem viável. Quero ter uma comissão para tomar as decisões. A chapa conseguiu uma carta de intenção com a opção de compra do terreno para o caso de eu ser o presidente do Fluminense. Valores já pré-definidos. O Fluminense não tem o dinheiro, precisaríamos do investidor. Se não formos nós os eleitos, esse documento vale para quem vencer e tiver um bom projeto de estádio também”, completou Bittencourt.

A única certeza até o momento, porém, é que o Fluminense ainda não pode abrir mão do Maracanã, já que o estádio próprio, mesmo que seja levado à frente, demoraria anos para ficar pronto.