Com gol polêmico, Atlético-PR vence Coritiba e volta a "flertar" com G-6

Do UOL, em São Paulo

Mesmo relativamente distantes neste domingo, já que acompanharam o clássico Atletiba em estádios diferentes, as torcidas de Atlético-PR e Coritiba terão o que discutir na semana.  Melhor para o Furacão, que venceu o grande rival na Vila Capanema por 2 a 0, com um gol polêmico de Matheus Rossetto e outro de Pablo, e subiu na tabela da Série A do Campeonato Brasileiro.

A vitória coloca os atleticanos na quinta colocação e no grupo que dá vaga para a pré-Libertadores. No entanto, a equipe ainda pode ser ultrapassada caso o Grêmio vença o Santos mais tarde nesse domingo. O Coxa, por outro lado, segue ameaçado no 13º lugar com 37 pontos, apenas três a mais que o Sport, primeiro da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, que será a 32ª da competição, o Coritiba recebe o Fluminense no Couto Pereira às 18h30 do domingo; enquanto isso, o Atlético-PR visita o lanterna América-MG na noite de segunda-feira.

Foi legal?

Os primeiros 20 minutos de jogo não tiverem um único chute que ameaçasse as metas de Weverton e Wilson. Quando a pontaria finalmente foi calibrada, Matheus Rossetto abriu o placar para o Furacão, mas a jogada foi polêmica. O atacante Pablo se esforçou na corrida para tentar evitar que a bola saísse pela linha de fundo e cruzou para o meio-campista balançar a rede, mas as câmeras de televisão motivaram reclamações do Coritiba. O clube argumenta que a bola havia ultrapassado a linha, o que tornaria o lance ilegal. O gol do próprio Pablo, por sua vez, não permite discussão: o jogador foi inteligente e usou a linha de impedimento adversária a seu favor antes de tocar na saída do goleiro Wilson.

Cadê a torcida do Coxa?

Independentemente do momento das duas equipes, o clássico Atletiba costuma ser protagonizado pelas torcidas. No entanto, o Coritiba não aceitou o valor dos ingressos (dobrado de R$ 100 para R$ 200) e devolveu a carga destinada aos seus torcedores, que foram convidados a acompanhar o jogo em um telão no Couto Pereira em tarde de futebol com direito a food trucks. O problema é que o Coxa parece ter sentido falta das vozes de apoio na Vila Capanema, palco do duelo já que a Arena da Baixada se prepara para receber show de Andrea Bocceli.

Pênalti ou tiro de meta?

Por um segundo, o árbitro Bruno Arleu de Araujo levantou a torcida do Atlético-PR. Aos três minutos do segundo tempo, Otávio dividiu com Dodô na área e caiu; imediatamente, o juiz correu e esticou o braço como quem apita a penalidade máxima e empolgou os rubro-negros nas arquibancadas, mas sua intenção era só assinalar o tiro de meta. Pouco depois, Hernani aproveitou bobeada do próprio Dodô, dominou pela esquerda e carimbou a trave de Wilson. Aos 27, foi a vez de Leandro reclamar de ter sido segurado por Léo. A reclamação foi grande, mas a arbitragem só pediu para o jogador se levantar.

Com o braço não vale!

O silêncio reinou absoluto entre os torcedores do Furacão aos 19 minutos do segundo tempo, quando Carlinhos finalizou e balançou a rede de Weverton. Só que a assistência de Kazim foi feita com o braço e bem notada pelo trio de arbitragem, que invalidou a jogada.

Refresco forçado

Antes mesmo do apito inicial, a rivalidade foi incitada por um personagem curioso: o sistema de irrigação da Vila Capanema. O time do Coritiba voltava ao gramado após o aquecimento quando foi atingido por um jato d'água que fez a festa da torcida atleticana.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 2 x 0 CORITIBA

Local: Durival Britto, em Curitiba (PR) 
Data e hora: 16/10/2016, domingo, às 17h00 (de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Luiz Claudio Regazone e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Leandro, Juninho e Iago (Coritiba)
Gols: Matheus Rossetto, aos 20 minutos do primeiro tempo, e Pablo aos 23 do segundo (Atlético-PR)

ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Renan Lodi (Sidcley); Otávio, Hernani, Matheus Rossetto (Marcão) e Lucho González (João Pedro); Lucas Fernandes e Pablo
Técnico: Paulo Autuori

CORITIBA: Wilson; Dodô (Iago), Luccas Claro, Walisson Maia e Juninho; João Paulo, Edinho (Carlinhos), Raphael Veiga e Juan; Leandro e Vinicius (Kazim)
Técnico: Paulo César Carpegiani

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