Política de ingresso não agrada torcida do Cruzeiro. Diretoria se esquiva

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro

    Torcedor questiona limite de benefícios em mais um ano complicado do Cruzeiro

    Torcedor questiona limite de benefícios em mais um ano complicado do Cruzeiro

Ainda vivo na Copa do Brasil e precisando voltar a vencer para terminar o Brasileirão fora da ameaça do rebaixamento, parte da torcida do Cruzeiro tem questionado a postura do clube em relação às estratégias para tentar deixar o Mineirão cheio nesta reta final de temporada. Nos últimos jogos, o clube limitou os benefícios antes cedidos aos sócios torcedores, o que causou diminuição do público e muitas queixas das arquibancadas. Questionado sobre o assunto, o vice-presidente Bruno Vicintin passou a bola para o setor de marketing, responsável pelas promoções e valores dos ingressos, e se esquivou do assunto.

"Fica mais complicado pelo momento que vivemos no futebol. Eu fico mais constrangido de pedir o apoio da torcida porque acho que o Cruzeiro está acostumado a viver grandes momentos com vitórias. O departamento de futebol teria que dar resultados melhores este ano, e isso incomoda a gente. Com vim da arquibancada, sei o que o torcedor passa. O departamento de marketing tem os argumentos deles. É um assunto delicado para se comentar. Acho que é isso que o torcedor espera de mim, que eu não venha aqui apagar fogo com gasolina", comentou o diretor.

A polêmica sobre os ingressos começou depois do jogo contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, há um mês. Até aquela ocasião, algumas modalidades do programa permitiam ao sócio comprar quatro bilhetes extras com desconto de 50% em cada um. Porém, desde a metade de setembro, os associados só podem comprar dois ingressos com esse benefício, sendo os outros dois pelo valor integral, o que iniciou o início das reclamações. Bastante presente nas redes sociais, o vice-presidente Bruno Vicintin acabou virando alvo dos questionamentos.

"- É um assunto delicado. Eu, pessoalmente, venho sendo linchado em redes sociais por causa disso. Às vezes por algumas pessoas que não conhecem como funciona um departamento do clube. O programa de sócio quem decide é o departamento de marketing, que despacha com o presidente do clube. A única coisa que a gente pode fazer é dar nossa opinião para o departamento de marketing e para o presidente. E cabe a eles aceitar ou não essa opinião", acrescentou.

Desde que a nova estratégia do clube começou a funcionar, o Cruzeiro apresentou queda de público no Mineirão. Na partida contra o Grêmio, 14.233 pessoas compareceram ao estádio. Diante da Ponte Preta, o número aumentou pouco e atingiu a marca de 17.910. Já no último domingo, 17.226 pessoas acompanharam o empate contra a Chapecoense. Em todos os três jogos a presença da torcida não superou a média do clube no ano, que é de 18.956 pessoas por jogo.

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