Flu contratou oito reforços no meio do ano, mas só dois viraram titulares

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Mailson Santana/Fluminense

No meio do ano, na abertura da janela para transferências internacionais, o Fluminense talvez tenha aprendido uma das lições mais básicas do mercado da bola: quantidade não é qualidade. Isso porque oito reforços chegaram na oportunidade, mas apenas dois se firmaram como titulares absolutos.

Trata-se de Wellington e William Matheus. O atacante foi revelado no próprio clube e rodou pela Europa sem fazer sucesso. De volta, chegou sem tanta expectativa e foi justamente quem mais agradou diretoria e torcida. O lateral chegou para resolver o problema da lateral-esquerda, carente desde 2015. Não é unanimidade, mas recebe poucas reclamações.

Entre os seis restantes, Marquinho e, mais recentemente, Aquino, são quem têm tido alguma oportunidade durante os jogos. O primeiro chegou com status de titular, mas não conseguiu mostrar bom futebol em campo e se firmou como opção no banco de reservas. O argentino, por outro lado, ficou alguns meses treinando sem receber oportunidades. Foi titular pela primeira vez contra o Cruzeiro e agradou em determinados momentos.

Já Danilinho e, principalmente, Henrique Dourado decepcionaram. O atacante chegou para ser o substituto de Fred, mas falhou miseravelmente na missão. Hoje, está é terceira opção, atrás de Richarlison e Magno Alves. Já o veloz ex-jogador do Atlético-MG teve várias oportunidades e não conseguiu provar seu valor. Ambos estão esquecidos no elenco.

Os dois últimos são apostas da diretoria: Rojas e Dudu. O paraguaio chegou ao Fluminense e logo causou dúvidas pelo corpo franzino. Passou a integrar o sub-20 e sequer jogou pelos profissionais até agora. Já o apoiador era considerado uma revelação do Coritiba, mas estava sem espaço. O mesmo ocorria com Felipe Amorim no Flu. A troca, no fim das contas, não serviu para nenhum dos dois, que são reservas em seus novos clubes.

Em período eleitoral, o futebol tem sido bombardeado. Até mesmo o candidato da situação, Pedro Abad, que prega pela continuidade da gestão de Peter Siemsen, fala em reformulações necessárias na pasta.

Vale lembrar que a montagem do elenco ocorreu em maneiras distintas. No início do ano, Mário Bittencourt era vice de futebol do Fluminense ao lado do diretor executivo Fernando Simone. O departamento passou por mudanças por conta das eleições e a dupla deu lugar a André Sá (vice de futebol) e Jorge Macedo (diretor executivo).

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