Melancólica, última noite do ano em Itaquera deixa Corinthians por um fio

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

A perspectiva de se aproximar da vaga à Copa Libertadores dentro de casa não se confirmou para o Corinthians no sábado. A última noite do ano em Itaquera foi marcada por melancolia, sentimento muito distante do que os corintianos experimentaram em 2015. A possibilidade de jogar a Copa Libertadores ficou muito menor depois do empate sem gols com o Atlético-PR. 

Agora, para jogar a competição internacional em 2017, os corintianos obrigatoriamente precisarão vencer o Cruzeiro no Mineirão e torcer. Os eventuais três pontos no domingo que vem só serão úteis se o Botafogo ou o Atlético-PR tropeçarem, respectivamente, contra o Grêmio (fora) ou o Flamengo (casa). Na Arena Corinthians, o público presente percebeu a dificuldade do momento. 

O último jogo corintiano em Itaquera na temporada teve, mais uma vez, a ausência das torcidas organizadas, suspensas pelo STJD. Com todo o setor Norte fechado pelo terceiro compromisso seguido, o estádio teve bem menos vibração que em outros momentos marcados por festa, casa cheia e muito apoio para o time. O público presente de 24 mil esteve novamente abaixo da média do clube no Brasileiro, na casa de 28 mil. 

Sem uma referência importante nas arquibancadas, o Corinthians também passa o fim de semana preocupado com a saúde de sua maior autoridade. O presidente Roberto de Andrade tem quadro estável, mas foi ao hospital na noite de sexta com um princípio de infarto. Em meio a um processo de impeachment, ele passou o dia mobilizado com a diretoria para tentar regularizar salários atrasados de jogadores e funcionários antes do mal estar. Internado para exames, não teve como ir a Itaquera. 

Se não bastassem os problemas que envolvem o estádio e toda a parte política, a perspectiva de conseguir uma segunda vitória que trouxesse ânimo não se confirmou. O Corinthians conseguiu recuperar parte de seu padrão de jogo e foi superior diante do Atlético-PR, mas não transformou o domínio em oportunidades claras e, principalmente, gols. Dor de cabeça durante todo o ano, a falta de um centroavante confiável novamente se mostrou fatal. 

A vitória também seria importante para a afirmação de Oswaldo de Oliveira, mais um técnico que enfrenta a sombra de não conseguir resultados à altura de Tite. Ele fez o que esteve ao alcance, mas terminou a noite com certa dose de destempero. Diante de uma garrafa de água que voou das arquibancadas e caiu a seu lado, reagiu e travou uma discussão com torcedor. Em busca de tranquilidade e um futuro melhor, o Corinthians falhou nas duas missões. 

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