Único "sobrevivente", C. Xavier apaga trauma de 2009 com gols decisivos

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

Conforme o ditado popular, Cleiton Xavier 'lavou a alma' com a camisa do Palmeiras em 2016. Mesmo sem figurar como protagonista, o camisa 10 apareceu com gols decisivos e afastou qualquer trauma de 2009, ano no qual não conseguiu evitar a derrocada palmeirense diante da possibilidade de título do Campeonato Brasileiro.

O fim do jejum de 22 anos elimina qualquer mancha da carreira de Cleiton Xavier com a camisa do Palmeiras. Há sete anos, o meia era um dos principais jogadores do clube de Palestra Itália e testemunhou uma queda de rendimento traumatizante para atletas e torcedores.

O Palmeiras liderava e figurava como grande favorito a levantar a taça em 2009. Entretanto, resultados ruins na reta final da Série A tiraram o título de um clube destinado ao topo; Cleiton Xavier e companhia terminaram em quinto, inclusive sem a vaga para a Libertadores.

Agora não teve derrocada e fracasso. Com este grupo e comissão técnica, o Palmeiras apresentou a regularidade que faltou há sete anos e conquistou o título; e Cleiton Xavier participou de momentos marcantes a fim de apagar as lembranças ruins.

Quando o Corinthians (ainda de Tite) disputava as primeiras posições, o camisa 10 tratou de decidir o clássico disputado no Allianz Parque, em junho. Cleiton Xavier entrou na segunda etapa e precisou de apenas três minutos para anotar, de cabeça, o único gol do dérbi.

Cleiton participou ativamente do melhor momento (técnico) do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, no primeiro turno. Fisicamente, no entanto, o meia-atacante caiu conforme a competição se alongava; como opção no banco, porém, também se mostrou útil.

Diante do Sport, em 4 de julho, o experiente jogador de 33 anos fechou o placar positivo de 3 a 1 ao anotar um gol de pênalti. Contra o Vitória, em 7 de agosto, anotou o segundo gol palmeirense e garantiu o resultado de 2 a 1, no Allianz Parque.

Até mesmo na parte final da competição, Cleiton Xavier apareceu com ações decisivas. Uma bela assistência para Róger Guedes garantir o triunfo por 3 a 2 sobre o Santa Cruz, em 3 de outubro, e um gol marcante diante do Internacional, no duelo que encaminhou o título, no dia 6 de novembro, surgem como importantes lembranças.

Mesmo longe do auge técnico e físico demonstrado em 2009, Cleiton Xavier deixa 2016 aliviado. Afinal, antes de qualquer trauma, fica a lembrança do título Brasileiro, mesmo com sete anos de atraso.

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