Corinthians defende última rodada e cogita verde para homenagear Chape

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

O gerente de futebol Alessandro e o diretor de futebol Flávio Adauto transmitiram posições do Corinthians na esteira do trágico acidente que envolveu a Chapecoense na última terça-feira. Entre os desdobramentos, os representantes corintianos manifestaram apoio à equipe catarinense, pediram calma para definições de medidas solidárias e cogitaram usar a cor verde como homenagem. Em relação ao Campeonato Brasileiro, o Corinthians defende o cancelamento de Chape x Atlético-MG, mas pede todas as demais partidas mantidas para 11 de dezembro. 

"Não dá para imaginar isso (cancelamento da rodada). Muda-se uma rodada deste domingo para o próximo. Teremos sete dias aí, o Paulista vai se estender por mais uma semana... Mas esperar uma semana para tentar tirar vantagem, é inapropriado. Um dia o Corinthians caiu, o Vasco caiu, o Palmeiras... faz parte do jogo. Não temos que procurar subterfúgios ou outras formas de ultrapassar um problema que não é desta semana, mas de toda a temporada", comentou Alessandro. 

"Não existe nenhuma situação que possa justificar o acontecimento dessa partida da Chapecoense, nenhum atleta vai conseguir vestir essa camisa, não tem mais disputa ou objetivo durante os 90 minutos. Não tem por que da realização desse jogo. Entendo a importância dos outros jogos, essa é uma situação que aconteceu, se a briga para não cair existe, ela tem que ser disputada dentro das quatro linhas. Por mais que os dias passem e a gente vá digerindo tudo o que aconteceu, é difícil. Nossa reapresentação foi complicada, não tínhamos condição de ir a campo, o Vilson foi o que mais sentiu pois estava lá no ano passado. Havia muitas pessoas com quem trabalhei, o próprio Mario Sérgio que foi meu gerente na época do Grêmio. Não quero acreditar no que aconteceu, gostaria de reencontrar o auxiliar do Caio Júnior, brincar com os filhos do Cléber Santana... Estamos tentando dividir essa dor e amenizar o sofrimento", acrescentou ainda o gerente corintiano. 

Flávio Adauto, por sua vez, disse que jogar com a cor do rival Palmeiras não seria um impeditivo para homenagear a Chape: "por mim, o Corinthians joga de camisa verde, calção verde, meia verde. Mas tem que ver uniforme um, uniforme dois, conversar com patrocinador, o que acho é que não teríamos problema. Vimos modelo, layouts de como seria, camisa branca com distintivo da Chapecoense...gente, o que for o melhor para o momento e significar participar das homenagens, estaremos fazendo. A cor é o menos importante neste momento", afirmou.

"Não consigo olhar para cor neste momento, olho para a cor, a dor dos amigos e ex-companheiros, parceiros", ressaltou Alessandro. "É impossível, não há rivalidade que possa estar à frente de tamanha comoção. O esporte brasileiro está sofrendo muito. É momento de todos estenderem a mão. Nós, do Corinthians, temos de estender a mão e tentar amenizar esse sofrimento", lembrou o gerente corintiano. 

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