Ponte faz 2 a 0 sobre Coritiba e Pottker chega à artilharia do Brasileiro

Do UOL, em São Paulo

Ponte Preta e Coritiba jogaram em Campinas para um Estádio Moisés Lucarelli vazio, com poucos torcedores, na última rodada da série A do Campeonato Brasileiro deste ano. A Ponte dominou quase toda a partida e saiu de campo com a vitória por dois a zero. Os gols saíram no segundo tempo.

O grande destaque da partida foi o atacante Willian Pottker, da Ponte, que chegou à artilharia do Brasileirão com 14 gols, ao lado do atacante Fred, do Atlético-MG, e do atacante Diego Souza, do Sport. Com a derrota, o Coritiba perdeu a chance de disputar a Copa Sul-Americana do ano que vem. "A gente trabalha forte do início ao fim, mas acho que o mais importante que a artilharia é a campanha que a Ponte fez", disse o artilheiro após a partida. "Esperamos fazer uma campanha melhor ainda temporada que vem."

Melhor distribuído dentro de campo e mais agressivo, o time da Ponte dominou todo o primeiro tempo. Na primeira metade do jogo, o goleiro Aranha participou em apenas um lance, aos 25 minutos, para afastar com um chute uma enfiada de bola para dentro de sua área. Ambas as equipes entraram com times mistos, repletos de reservas e talentos da base, mas dava para ver que o Coritiba sentiu mais a falta de entrosamento. 

Ponte dominou todo primeiro tempo e juiz não marcou dois pênaltis

Fábio Leoni/PontePress
William Pottker marca gol de pênalti para a Ponte Preta diante do Coritiba

A Ponte começou pressionando desde cedo na partida, e aos 6 minutos Willian Potteker teve boa chance. Depois de enfiada pelo meio da pequena área, ele chegou dividindo com o goleiro Rafael Martins, que evitou a passagem do atacante e da bola. No rebote, a zaga do Coritiba bateu cabeça com o goleiro e a bola sobrou dividida novamente para o atacante, que não conseguiu finalizar.

Em menos de oito minutos, a Ponte Preta já tinha três escanteios a favor. No primeiro tempo, foram dez escanteios a favor da Ponte apenas um a favor do Coritiba. Aos 9 minutos e 40 segundos, nova chance para o time de Campinas. Na cobrança da falta sobre Nino Paraíba na entrada da grande área pelo lado direito, Ravanelli parecia que ia cruzar mas bateu com efeito e quase pegou o goleiro Rafael Martins no contrapé, mas ele conseguiu voltar e colocou a bola para escanteio em uma bonita defesa. 

Aos 12 minutos, nova chance em cruzamento rasteiro pela direita para Willian Pottker, interceptado pelo goleiro do Coritiba. Até metade do primeiro tempo, a pressão da Ponte seguiu e o goleiro Rafael Martins, que fazia sua estreia no gol do Coritiba, foi muito exigido em diversas oportunidades. 

Até os 18 minutos do primeiro tempo, o Coritiba não conseguiu descer ao gol da Ponte Preta nem uma vez e praticamente não passou do meio-campo. Quase aos 20 minutos, em seu primeiro ataque com perigo, o atacante Iago do Coritiba foi desarmado quando ia finalizar uma sobra dentro da grande área.

No contra-ataque, uma bola enfiada da defesa encontrou Willian Pottker sozinho pelo meio na entrada da grande área. O goleiro Rafael Martins saiu na dividida e de novo conseguiu evitar o gol da Ponte Preta, que teimava em não sair. O goleiro foi o grande nome do primeiro tempo e impediu o gol da Ponte Preta várias vezes.

Em sua primeira arbitragem na série A do Brasileiro, o juiz Francisco de Paula Neto deixou de marcar dois pênaltis no primeiro tempo, um para cada lado. Em enfiada na área do Coritiba, o zagueiro Alisson, do time paranaense, foi bater uma bola pingada dentro da área e acabou utilizando o braço. No mais claro deles, Nino Paraíba errou o tempo do bote sobre Vinícius na grande área, foi driblado e acertou um chute em cheio na canela do atacante adversário, mas o juiz não marcou nada. Foi o primeiro bom lance do Coritiba no jogo, que chutou poucas vezes contra o gol adversário.

Em mais um contra-ataque perigoso da Ponte, na sequência do lance do pênalti não marcado, o zagueiro Alisson do Coritiba matou o lance com falta no meio-campo em cima de Iago antes que a bola chegasse em Pottker, que entrava livre por trás da zaga. Foi o primeiro cartão amarelo da partida.

Na melhor chance da Ponte no primeiro tempo, Ravanelli chutou cruzado dentro da grande área. O goleiro Rafael Martins conseguiu desviar a bola, que ia no canto esquerdo do gol, com a ponta dos dedos. Por pouco, o atacante Rainer não chegou de carrinho na bola e completou pro fundo do gol por poucos centímetros. Após bate e rebate no cruzamento, o lateral Matheus Jesus chutou de primeira de fora da área e de novo Rafael Martins foi buscar com as pontas dos dedos, desta vez no canto inferior esquerdo, e colocou para escanteio.

Gols da Ponte Preta saíram no segundo tempo

No segundo tempo, a toada repetiu-se, e a Ponte seguiu dominando a maioria dos lances e pressionando pelo gol, mas chegou com menos perigo à meta de Rafael Martins e ele foi pouco exigido nos primeiros dez minutos. Em contrapartida, o Coritiba não conseguia chegar até a área adversária.

Aos dez minutos Zé Roberto arriscou de fora da área e no único erro da partida, o goleiro Rafael Martins "bateu roupa" e no rebote, quando Pottker ia dominar, o próprio goleiro fez o pênalti dividindo com o adversário. Ele ficou no chão sentindo o choque com o atacante da Ponte, e foi substituído pelo goleiro reserva, Willian Menezes.

Na cobrança do pênalti Pottker bateu bem, rasteiro no canto esquerdo, e converteu seu décimo quarto gol no campeonato. O atacante comemorou o gol que o colocou na artilharia do campeonato com um "passe de mágica", com uma varinha de condão de brinquedo que pegou no banco. 

Aos 19 minutos do segundo tempo, novo gol da Ponte Preta. O lateral Nino Paraíba conseguiu evitar a saída do goleiro Willian na lateral esquerda da grande área, e cruzou na pequena área sem goleiro para Ravanelli completar de cabeça e fazer o segundo da Ponte. No fim do jogo, aos 47 minutos do segundo tempo, Pottker ainda teve chance de se isolar na artilharia do campeonato, mas o goleiro William Menezes salvou o gol.
 
Na segunda metade do segundo tempo a Ponte Preta tirou velocidade do jogo e começou a administrar o placar. O Coritiba então pressionou mais e o goleiro Aranha foi exigido pelo menos cinco vezes. Aos 18 minutos do segundo tempo, o técnico Paulo Cesar Carpegiani já havia feito as três substituições a que tinha direito, mas o Coritiba não reagiu e o jogo terminou dois a zero.

Jogo foi marcado por homenagens à Chapecoense

@aapp_oficial/Twitter
No gramado do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), bandeiras do Brasil, da Colômbia e da Chapecoense são exibidas no gramado antes da partida Ponte Preta x Coritiba

O jogo entre Ponte Preta e Coritiba pela última rodada do Campeonato foi marcado pelas homenagens à Chapecoense. Antes do início, crianças vestidas com a camisa da Chape entraram com as bandeiras do time de Santa Catarina, do Brasil e da Colômbia.

Ambas as equipes entraram com o escudo da Chapecoense sobre os escudos dos próprios times, com a hashtag "#ForçaChape" . Uma braçadeira verde e branca na camisa dos jogadores e um minuto de silêncio antes da partida completaram as homenagens.

Técnico da Ponte estreia com vitória e já assinou contrato para a próxima temporada

Foi a estreia do técnico Felipe Moreira no comando da Ponte Preta. Ele já fazia parte da comissão técnica e está com contrato fechado para seguir na frente da Ponte em 2017. "É mais uma oportunidade para mostrar o nosso trabalho", afirmou antes do jogo. "Toda vez que vestimos a camisa da Ponte é para fazer nosso melhor."

Sobre o Coritiba entrar em campo com um time sem boa parte dos titulares, mesmo com chances de classificação para a Copa Sul-Americana em caso de vitória, o técnico Paulo Cesar Carpegiani lamentou. "Aconteceu uma tragédia, infelizmente, que mexeu com todos os clubes no país", disse ele.

"A alteração de calendário pegou a gente de surpresa, tinha jogadores de saída do clube, outras já com vagem marcada e coisas do tipo, então não de para contar com o time que jogou a maior parte da temporada completa. Mas outros meninos vão ficar conosco e vamos aproveitar para testar novos nomes", disse em entrevista antes do jogo.

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