Mais que o título: Tchê Tchê alcança sonho pessoal com sucesso no Palmeiras

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Cesar Greco/Fotoarena

    Tchê Tchê viveu o 'melhor ano da vida' em 2016

    Tchê Tchê viveu o 'melhor ano da vida' em 2016

"Foi o melhor ano da minha vida". Com uma frase curta, Tchê Tchê resumiu o significado de 2016. Afinal, o meio-campista saiu do pequeno Audax para se transformar em peça fundamental no campeão brasileiro Palmeiras. Presente em 37 dos 38 jogos do time no Brasileiro, o camisa 32 também alcançou conquistas pessoais.

Jovem de apenas 24 anos, Tchê Tchê se tornou pai de Rhavier há três meses. As fotos do bochechudo bebê protagonizam as redes sociais do palmeirense mais participativo deste Campeonato Brasileiro. No entanto, outro fator menos exposto mudou o astral do jogador.

"A grande coisa que realizei neste ano foi mudar os meus pais. Eles moravam em Guaianases, consegui mudá-los um pouco mais para cá. Mas, obviamente, não vou falar onde é [risos]", disse o bem-humorado meio-campista na última entrevista do ano na Academia de Futebol.

Os pais novamente próximos e o jovem Rhavier simbolizam o amadurecimento relâmpago de Tchê Tchê. Do jovem tímido diante do assédio na época do Audax, o meio-campista acostumou-se com os pedidos constantes de torcedores. Agora, o camisa 32 do Palmeiras mal anda pelas ruas sem ser reconhecido; as férias servirão também para um período de reclusão.

Reprodução
Pequeno Rhavier mudou a vida de Tchê Tchê

"Agora você fica mais bonito, campeão, time grande, as coisas mudam [risos]. Mas já sou bonito, ajuda um pouco [risos]. [...] Vou procurar descansar bastante. Não sei para aonde vou nestas férias, também não iria falar [risos]. Vou procurar tirar o mínimo de foto que eu puder", brincou o meio-campista.

Tchê Tchê não repudia o constante assédio. Pelo contrário, usa este novo tratamento como uma motivação ainda maior para seguir como o 'fominha' do Palmeiras – até na última rodada, com o time campeão, ele quis jogar. O passado recente ainda o traumatiza, quando o outro lado do futebol era a realidade: o desemprego.

"No ano passado, eu passei três meses da minha vida em casa, sem estar em clube algum. É algo que não desejo para nenhum dos companheiros de profissão. Procuro pensar nisso e pensar que agora posso buscar todo dia algo melhor para a minha família", contou.

Família, esta, maior desde a chegada de Rhavier. A juventude não o assombra diante da maior responsabilidade da vida. "Foi o melhor ano da minha vida, não só profissionalmente, mas pessoalmente também. Meu filho nasceu, e a melhor coisa que existe é ser pai", sentenciou.

"Estou muito feliz com isso e com o título. Fico feliz pela fase que estou vivendo individualmente. Tudo vem dando certo, só tenho a agradecer", finalizou o meio-campista e um dos grandes destaques do Palmeiras na campanha do título brasileiro.

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