São Paulo buscou no Corinthians as cabeças de departamento chave para Ceni

Dassler Marques e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Rubens Chiri/saopaulofc.net

     Luis (centro) e Raony (direita) são analistas do São Paulo e vieram do Corinthians

    Luis (centro) e Raony (direita) são analistas do São Paulo e vieram do Corinthians

Bem distantes dos holofotes neste domingo em Itaquera, mas importantes para o que irá ocorrer no clássico entre Corinthians e São Paulo. Os analistas de desempenho invadiram as comissões técnicas dos clubes e são hoje uma realidade também dos dois rivais. A curiosidade, no caso, é que a direção são-paulina foi buscar justamente nos corintianos o conhecimento para aplicar no seu dia a dia. 

Luis Felipe Batista, coordenador desde outubro de 2015, e Raony Thadeu, analista desde agosto de 2016, integram esse departamento de inteligência e são figuras consideradas chave para o treinador Rogério Ceni.

Antes da mudança, participaram de títulos ao longo de várias temporadas no Corinthians, que nesse quesito saiu na frente do rival por alguns anos. Luis Felipe, por exemplo, foi campeão mundial e da Copa Libertadores, entre outras conquistas, no Parque São Jorge. 

Idealizado por Edu Gaspar, então gerente de futebol e que importou esse conceito de sua experiência como jogador do Arsenal-ING, o Centro de Inteligência em Futebol (CIFUT) do Corinthians ganhou espaço com Mano Menezes, em 2014, e sobretudo na volta de Tite ao clube, no ano seguinte. Chegou a ter, no CT Joaquim Grava, sete integrantes em trabalho diário - hoje são seis. 

Seja no Corinthians ou no São Paulo, os objetivos do trabalho dos analistas são semelhantes. Analisar comportamentos, fraquezas e virtudes dos adversários seguintes, preparar relatórios de possíveis reforços, traçar estratégias de jogo em conjunto com as comissões e montar observações individuais e coletivas, com frequência, sobre a própria equipe. 

Quem simbolizou a ascensão dessa ideia dentro do Corinthians foi Fernando Lázaro, filho do ex-lateral Zé Maria e que ganhou status de auxiliar em seu período final no Corinthians, em 2016. Na virada do ano, juntou-se a Tite, Edu Gaspar e companhia na CBF. O CIFUT se refez também, claro, pelas saídas de Luis Felipe e de Raony, entre outros membros. Quem coordena a equipe de trabalho que se reporta a Fábio Carille é Denis Luup, analista há alguns anos. 

A importância da dupla de ex-funcionários corintianos no São Paulo

Não por acaso, o São Paulo buscou no mercado esses dois profissionais com experiência no Corinthians. Eles se juntaram a Romildo Lopes, que preparava análises em vídeo no Morumbi desde 2007, e formam atualmente o departamento de análise de desempenho do clube.

As análises feitas por eles são em vídeo, e podem ter foco coletivo, como tratar do posicionamento da defesa, e individual, pegando lances isolados de jogadores do próprio São Paulo, ou do time adversário. Cabe ao trio assistir a partidas, separar as análises e repassá-las a Rogério Ceni, que depois as passa aos atletas.

No campo de prospecção de reforços, o trio utiliza uma ferramenta usada pela maioria dos grandes clubes do mundo, o software Wyscout. Por meio dela é possível ter acesso a vídeos individuais de jogadores em praticamente todos os campeonatos do mundo – a partir daí, além de se avaliar a qualidade de um potencial reforço, também é analisada sua adequação ao modelo de jogo do time.

A exemplo do que ocorre em outros clubes brasileiros, a análise de desempenho tem sido cada vez mais importante no São Paulo: por ali passaram contratações de Denilson (acaba de chegar do Avaí), Marcinho e outros – o próprio clube ao anunciar a contratação de Thomaz no site oficial mencionou o departamento.

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