Vasco faz o dobro de gols com Nenê em campo, mas defesa é mais vazada

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

Nenê foi barrado pelo técnico Milton Mendes no Vasco na partida contra o Bahia, em São Januário. Desde então, o apoiador entrou em campo em quatro das cinco partidas em que ficou no banco de reservas. Há uma perda de poder ofensivo sem o atacante, embora o desempenho defensivo tenha melhorado um pouco.

No período, o Vasco, sem Nenê em campo, marcou apenas três gols e sofreu cinco. Com o apoiador no time, fica claro que o time torna-se mais perigoso e eficiente já que o número de gols dobra: seis. Por outro lado, a equipe fica um pouco mais exposta e foi vazada em um tento a mais que em sua ausência: seis vezes.

Contra o Bahia, Nenê ficou 90min no banco de reservas e não foi aproveitado pelo treinador. O Vasco conseguiu o objetivo e venceu por 2 a 1. Os gols marcados neste jogo são praticamente todos que o time marcou na ausência do atacante.

No jogo seguinte, contra o Fluminense, entrou aos 15min do segundo tempo, quando o jogo estava empatado por 1 a 1. Com ele em campo, o Cruzmaltino marcou duas vezes, sendo um deles anotado por Nenê, já nos acréscimos, garantindo a vitória.

Diante do Grêmio, a situação foi bem parecida. A vitória por 2 a 0 dos gaúchos, em Porto Alegre, contou com um gol com Nenê no banco e outro com ele já em campo, após entrar no intervalo.

O mais movimentado dos duelos ocorreu contra o Corinthians. Nenê entrou no intervalo, quando o Vasco já perdia por 2 a 0. Com ele, o Cruzmaltino ainda esboçou uma reação e chegou a empatar o jogo com dois de Luiz Fabiano – um deles com assistência do apoiador. O problema é que os paulistas conseguiram a vitória balançando a rede em mais três oportunidades.

Na última rodada, Nenê novamente entrou no intervalo. Após um 0 a 0 com poucas emoções na etapa inicial, o Vasco mudou com a entrada do jogador. Insinuante, a equipe venceu por 2 a 1.

Em resumo, Nenê tem feito mais falta do que gerado problemas em campo. Os números são claros. Os últimos seis gols da equipe foram marcados quando ele já havia deixado o banco de reservas e entrado no jogo.

A última vez que o Cruzmaltino balançou as redes sem o apoiador ocorrer contra o Fluminense, quando Luis Fabiano abriu o placar. Desde então, a torcida só soltou o grito de gol com Nenê em campo – pessoalmente tem um gol e uma assistência no período. Não à toa a torcida grita seu nome em todos os duelos.

Pelo lado defensivo, o Vasco praticamente mantém os mesmos números. Sem ele, sofreu cinco gols, com ele, seis. Isso mostra que a presença de Nenê não gera a vulnerabilidade tão grande como foi sugerido por Milton Mendes ao explicar a barração.

"Quem tem de fazer [Milton Mendes] mudar de opinião sou eu dentro de campo. Entro, ajudo o time e faço o meu trabalho. Acho que tive uma boa atuação contra o Sport", disse o atacante.

O treinador, por outro lado, enxerga a melhora de Nenê, mas não comenta sobre retomar a titularidade. "Nenê está demonstrando que está voltando a ser o Nenê que é. Não é por estar no banco que deixa de ser craque. Vejo ele com consciência defensiva, nos ajudou bastante na marcação. Optei por mais velocidade e conseguimos isso nos jogos", finalizou Milton Mendes.

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