Pijama training e Magrão como vinho de RS 8 mil: o 'pacote Luxa' no Sport

Roberto Oliveira

Colaboração para o UOL, em Recife

  • Clélio Tomaz/AGIF

    Luxemburgo completa nesta quarta contra o São Paulo 15 dias no comando do Sport

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Nesta quarta-feira (14), na Ilha do Retiro, o Sport recebe o São Paulo, pela sétima rodada do Brasileirão, duas semanas depois da estreia de Vanderlei Luxemburgo no clube. Há apenas 15 dias na Ilha, o treinador não teve tempo suficiente para dar seu perfil à equipe, principalmente porque encara sequência de jogos e ainda não gozou de semana cheia para trabalhar.

Dentro de campo, até aqui, o que pode se observar é uma preocupação maior com o toque de bola, fundamento no qual o time melhorou e sempre destacado pelo treinador nas entrevistas. Nos bastidores, porém, Luxa já faz refletir no Sport o perfil conhecido no futebol nacional.

Bom como vinho - metáforas de Luxa

O "pacote Luxa" começa pela metáforas. Frasista de primeira, ele tem abusado das comparações para se fazer entender. Na mais recente delas, após vitória por 2 a 0 contra o Flamengo, ele comparou o goleiro e ídolo Magrão – que foi o nome do jogo – a um famoso vinho francês cuja garrafa chega a custar mais de R$ 8 mil.

"Magrão é igual a um Chateau Pétrus, quanto mais antigo melhor. Excelente goleiro, muito bem trabalhado, muita experiência. E para a idade dele é muito ágil. Jogador perde agilidade quando fica mais velho, e ele continua ágil", disse Luxa sobre o goleiro de 40 anos.

A outra "comparação" atacou as arquibancadas. Ao chegar no Sport, Luxa havia se referido ao torcedor rubro-negro como "centroavante da equipe", metáfora que já havia utilizado na última passagem pelo Flamengo.

Outra velha característica que Luxemburgo trouxe para o Sport em sua volta ao futebol foi o "pijama training" – termos historicamente usado por ele. Trata-se de um treinamento mais leve, aplicado nos atletas principalmente em dias que sucedem os jogos.

Pijama training

"Costumo falar que esse treinamento de hoje foi um pijama training, que é colocar os caras para descansar. Isso faz parte. Eles não estão preparados para receber uma carga de treinamento. Se eu der essa carga, vou dar um prejuízo para o jogo seguinte. Passamos por jogos com um desgaste grande", explicou Luxa antes do jogo contra o Vasco, no fim de semana passado.

Em dias de "pijama training", as atividades são diversas. Numa delas, os atletas jogam uma mistura de futebol com handebol, passando a bola de um para o outro, sempre alternando pés e mãos. O objetivo é atravessar a formação adversária e colocar a bola num cone invertido, que fica nas mãos de um dos jogadores.

Em outra atividade, dois jogadores carregam um companheiro no colo, com a finalidade de percorrer uma distância delimitada. Numa terceira, os atletas disputam uma corrida, sentados em fila no gramado, uns segurando os pés dos outros, como se fossem uma cobra humana. Em comum entre todas elas, apenas a risadaria e o clima descontraído. 

"É o dia de puxar o freio de mão. Nesse caso você faz o trabalho lúdico. Vai brincar com eles. Jogador gosta desse tipo de atividade. A descontração não é pelo momento da vitória, é para criar um ambiente mais propício também para ajudar na recuperação", sublinhou Vanderlei. 

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